Novembro 13, 2009

Um jeito Walmor de ser – O Estilo Foda-se

Apesar desse meu estilo, sempre rabugento, sempre mal humorado, é incrível como as pessoas admiram a minha pessoa. Digo isso pelo número de malas que me param nas ruas para pedir conselhos e pelo número cada vez maior de visitas a esse site.

Mas para ser um Walmor Salgado, não basta apenas querer. É preciso levar jeito. É preciso ter a essência da rabugisse. Mas não pense que isso é impossível. De jeito nenhum. Basta começar e tentar.

Pensando nisso, vou ensinar a partir de agora algumas técnicas. Uma de cada vez. E, nesse texto de hoje, é a hora de ensinar um dos fatores mais importantes do meu jeito de ser. Estou falando do “Estilo Foda-se”. E como diriam nas promoções em programas de televisão, isso é muito fácil, é muito simples! Vamos lá então.

Por exemplo: alguém chega pra você e diz:
- Hoje é Sexta-Feira, 13!
Você responde:
- Ah, é? Foda-se!

Aí outra pessoa vem pra você e diz:
- Caramba hein, o trânsito dessa cidade está cada vez pior.
O que você responde?
- É mesmo, né? Foda-se!

O Foda-se serve pra tudo. Pras mais diversas situações. Serve pra mostrar que você está cagando mole pras superstições das pessoas (como hoje, nessa sexta-feira 13), serve pra mostrar que você não se importa com o que os outros se importam, serve pra mostrar que você não está nem aí para que os outros acham e, principalmente, pra mostrar que você também é um baita de um rabugento mal humorado.

Pratique. Tente. Quando te dizerem alguma coisa que não te interessa, responda com um foda-se. Quando falarem algo sem a menor importância, você responde: foda-se. Comece a partir de agora. Você vai ver como sua vida vai ficar muito mais leve, muito mais fácil de ser tocada.

E aí, gostou dessa minha dica? Sim? Foda-se! Ah, não gostou? Foda-se!

Novembro 11, 2009

Não foi dessa vez…

blecaute

Essa foi por pouco viu! Caramba! Mas não foi dessa vez.

Pois é. Estava eu no aconchego da minha biblioteca particular, lendo um livro e ensinando meu papagaio a falar mais alguns palavrões, quando, de repente BOOOM! A luz apagou! Escuridão total!

Até aí tudo bem. Imaginei que era só mais uma falta de luz momentânea. Mas dei uma olhada na janela e vi que estava tudo escuro. Os outros bairros estavam escuros. Aparentemente, a cidade de São Paulo inteira.

Peguei meu radinho de pilha que uso pra ouvir os jogos do Juventus da Mooca e ouvi a informação que o apagão não era só em São Paulo. Era também no ABC, no litoral, e até no Rio de Janeiro. Depois veio a informação que a luz também tinha acabado no Espírito Santo, em Minas Gerais e até no Paraguai!!!

Eu não tive dúvidas: aquilo não era um apagão! Era o começo do fim do mundo!

Não sei o que aconteceu. Parece que fui possuído por alguma força oculta. Perdi o controle dos meus atos e das minhas palavras. Saí pulando e gritando que nem louco por meu apartamento:

“O MUNDO ESTÁ ACABANDO! O MUNDO ESTÁ ACABANDO! CHEGOU A HORA! ATÉ QUE ENFIM!”

Minha mulher se assustou com essa minha atitude. Eu estava realmente dando um escândalo. O prédio inteiro devia estar ouvindo. Mas eu não tinha mais controle sobre mim. Era uma euforia absurda. Afinal, era o que eu sempre sonhei! O fim do mundo! Chega dessa porcaria! Esse mundo está estragado! Apodrecido! Cheio de corrupção, de violência, de ganância, de falsidade… Eu não vejo mais jeito pra esse nosso mundo. O único jeito é o mundo acabar!

Mas, de repente, tudo foi por água abaixo. A luz voltou. Realmente, era só um blecaute. Só um apagão. Nada demais. Só uma falta de energia elétrica em alguns lugares. E assim, triste e desapontado, fui dormir. Mas tudo bem. O ano de 2012 vem aí. E como os astecas já previram e Nostradamus também, não vai ter jeito. O mundo vai acabar. E, se eu ainda estiver vivo, não sei como vou controlar a emoção de vivenciar esse que será o momento mais feliz da minha vida!

Novembro 3, 2009

Mau humor é sinal de inteligência!

mau humor

É isso mesmo. Ser mal humorado faz bem pro cérebro. Na verdade, eu já sabia. Mas desta vez a afirmação não é minha. São estudos científicos que dizem e comprovam isso! Eu tinha razão!

Por isso, nunca mais torrem a minha paciência pedindo pra eu ser mais bem humorado! Que saco! Se você gosta de ser alegre e feliz, isso é problema seu. Eu gosto de ser um rabugento, e agora, com o respaldo da ciência, garanto que isso me torna um homem muito melhor. E tenho dito!

Se quiser ver a matéria sobre isso, clique nesse link aqui. Mas tem o texto reproduzido aí embaixo também.

Estudo diz que mau humor e tristeza afiam inteligência

As pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada segundo um estudo realizado por um cientista australiano e publicado na última edição da revista científica Australasian Science, informou hoje a rádio ABC.

“A tristeza e o mau humor melhoram a capacidade de julgar os outros e também aumentam a memória”, assegura o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.

“Enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente”, explica o artigo.

“Nossa pesquisa sugere que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis”, acrescenta. Forgas ressaltou que as pessoas com um estado de ânimo mais decaído possuem maior capacidade de argumentar suas opiniões por escrito, pelo que concluiu que “não é bom estar sempre de bom humor”.

A pesquisa consistiu em uma série de experimentos nos quais se manipulava o estado de encorajamento dos participantes por meio de filmes e lembranças positivas ou negativas.

Outubro 28, 2009

Haikai do Walmor – Parte 2

Alguns posts atrás,  falei um pouco sobre o Haikai, essa curiosa forma de poesia japonesa. Andei praticando, e resolvi compartilhar aqui mais um pouco desse meu novo prazer: escrever haikais. Espero que gostem:

“Haikai do Tempo”
Dois mil e nove
O ano está acabando
E eu com isso?

“Haikai do dinheiro”
Dinheiro não compra amor
Dinheiro não traz felicidade
E eu adoro dinheiro!

“Haikai de São Paulo”
Poluição na cidade
Trânsito nas ruas
Alguma novidade?

“Haikai do Ódio”
Odeio a falsidade
Odeio a honestidade
Aliás,  odeio tudo

“Haikai para um Natal feliz para o Walmor”
O Natal está chegando
Pessoas malas pedem caixinha
Eu peço um Caixão!

Bom, depois tem mais! Se eu estiver vivo pra escrever nessa joça, é claro.

Outubro 20, 2009

Como trabalhar para um idiota – Parte 2

Pois é. Conforme prometido, vou divagar mais um pouco sobre esses imbecis que importunam nossa vida também conhecidos como chefes.

Lembrei-me agora de um outro tipo muito peculiar, o qual eu costumo chamar de “chiliquenta”.

O chefe “chiliquenta” é uma pessoa mal resolvida. Provavelmente tem problemas pessoais sérios. É uma pessoa sem amigos e, talvez, infeliz. Ao mesmo tempo, acha que é superior aos seus subordinados e, por isso, acha que tem o direito de usar tons de voz mais elevados para estabelecer a comunicação com a equipe.

Normalmente, o chilique acontece quando esse chefe já vem sofrendo uma pressão dos superiores dele. Desequilibrado como ele é, fica só esperando o momento de passar pra frente o nabo que acabara de levar. E eis que chega o momento: você faz algo que ele – ou ela – não considera de seu agrado e começa o chilique. É um ataque histérico sem pausas. Agudos que doem aos ouvidos são emitidos constantemente. É um misto de rodar a baiana com soltar a franga. Um verdadeiro show. Não adianta nem você tentar dizer alguma coisa, pois nesse momento esse chefe já está fora de si. Surdo e vermelho de raiva.

A melhor coisa a fazer nesse momento? Saia de perto pra não voar baba em você. Vá tomar um café e deixe o chefe “chiliquenta” chilicando sozinho. Ou mande-o pro raio que o parta!

Outubro 6, 2009

Como trabalhar para um idiota

chefe

Estava eu vasculhando uma livraria na internet quando me deparei com um livro que me chamou a atenção pelo título sugestivo e auto-explicativo: “Como trabalhar para um idiota”. Incrível! Pensei comigo: taí uma questão relevante e que realmente faz parte  da vida da maioria das pessoas, com exceção daquelas que são os próprios chefes idiotas.

Apesar de achar muito interessante, eu não comprei o livro, já que eu não tenho que aturar chefe algum, pois sou aposentado, e também porque eu sei muito bem todas as respostas para essa questão. Mas caso esse não seja o seu caso, vou tentar te passar um pouco da minha sabedoria.

1. Chefes idiotas são pessoas idiotas.É isso mesmo. Se ele é um chefe idiota, é porque ele já é uma pessoa idiota. Faz parte da natureza dele. Por isso, não seja amigo dele! Pense bem: pra que ser amigo de um idiota? Você não ia querer ter um idiota no seu círculo de amizades, por isso, não seja amigo dele. Fale o necessário, responda o que lhe for perguntado e despreze essa pessoa. Não puxe o saco dela! Não faça média! Jamais faça média! Tenha uma relação de chefe e subordinado. Ele pede, você faz. Ele pergunta, você responde. Aos poucos, ele vai notar que você não se abala tanto com o fato de ele ser um idiota e vai te respeitar mais e, quem sabe, vai ser até menos idiota.

2. Não pisa no meu calo que eu não pisei no seu. Que o cara seja um idiota, tudo bem, já que quase todos os chefes são assim, não tem jeito. Mas uma coisa que deve prevalecer é o respeito. Não existe trabalho que valha a pena ter que aceitar o desrespeito de um idiota. Nas redações de jornais que eu trabalhei, jamais deixei algum chefe faltar com o respeito com a minha pessoa. Quer reclamar, tudo bem? Quer ficar putinho, tudo bem. Mas me respeite! Teve um que veio dar pitizinho sem razão. Levou um apavoro que ficou pianinho pra sempre. Eu sempre peitei esses babacas. Se ele baixava o nível, eu baixava também. Falava mais alto que ele e dava um apavoro ainda maior que o dele. Em todos os casos, esses babacas ficaram pianinhos, passaram a me respeitar e nunca mais vieram com essas atitudes pra cima de mim. É isso que eu falo: você não é uma mercadoria, não existe dinheiro que pague ter que aturar esses babacas. Se ele te desrespeitar, bata de frente na mesma hora. Na melhor das hipóteses, ele vai baixar a bola. Na pior, vai te mandar embora. Mas eu te digo que vale à pena. É melhor assim. Melhor perder o emprego que ter que engolir esporro daquele idiota do seu chefe.

Bom, esse assunto rende muito mais, mas eu preciso ir no banco sacar minha aposentadoria desse mês. De qualquer forma, fica a lição: Não abaixe a cabeça pro seu chefe idiota, não faça média e não aceite a falta de respeito. Espero voltar depois pra falar mais desse assunto.

Ah, e esqueci de falar: depois de aturar vários chefes idiotas, isso acabou quando eu virei um chefe! Pois é, mas eu não fui como eles. Eu não fui um chefe idiota. Eu fui um chefe…. digamos assim…. rabugento. Bem rabugento. Como eu sempre fui. Como eu sempre serei. Um rabugento por natureza!

Setembro 23, 2009

O meu “Dia Mundial Sem Carro”

dia mundial sem carro

O meu dia mundial sem carro foi exatamente como diz o próprio nome: sem carro! Eu contribuí para a causa e não usei o carro para me locomover por nenhum local da minha cidade. E sabe por que? Porque eu não tinha nenhum lugar para ir, oras bolas! E, por isso, não usei o carro para nada.

Até porque, a bem da verdade, eu estava cagando pra esse tal de dia sem carro. Quem inventou essa merda? Que porra é essa? Não quero nem saber quem inventou essa porcaria, porque eu seria capaz de pular no pescoço desse desocupado.

O que me irritou nesse dia foi o que sempre me irrita todos os dias: as pessoas. Eu precisei descer de manhã para comprar pão para a patroa. E tem sempre aquele pessoal simpático, bem humorado, que tem o péssimo costume de cumprimentar as pessoas e puxar papo. E foi um desse tipo de pessoa que puxou papo comigo: o “Bigode”, que é o chapeiro da padaria.

- “Bom dia,  seu Walmor! Vai trabalhar como hoje?”.

- “Eu não vou trabalhar, eu sou aposentado”.

- “Ah, tá, porque já sabe, né? Hoje é o dia sem carro.”

E eu, já indignado:

- “Dia sem carro, como assim?”

E o mané do “Bigode” no balcão:

- “Hoje é um dia que tá todo mundo deixando o carro em casa. Hoje o pessoal tá indo de ônibus, a pé, de metrô. No mundo todo”.

Foi mais ou menos isso que rolou na nossa conversa na padaria de manhã.

Agora espera aí, deixa eu ver se eu entendi: quer dizer que nesse dia de ontem as pessoas trocaram seus carros por outros meios de transporte? Mas se elas fizeram isso ontem, por que não fazem nos outros dias? POR QUE? ME FALEM AGORA! POR QUÊ? Mas é uma palhaçada mesmo, viu?! Quanta hipocrisia!

Eu acho que tinham que lançar vários outros desses dias. O Dia Mundial sem pessoas chatas! O Dia Mundial sem música ruim! O Dia Mundial sem Adolescentes Aborrecentes! O Dia Mundial sem Emos!!! Já pensou que maravilha, o dia mundial sem emos? E o Dia Mundial sem programas ruins na televisão? Podia ser todos os dias. E pra generalizar de uma vez por todas, temos que ter o Dia Mundial sem Pessoas! Já pensou que bom? Um mundo sem pessoas será um mundo feliz. Eu tenho certeza disso.

Bom, eu pude perceber, enquanto minha mulher assistia aqueles programas de dona de casa à tarde, que esse era o assunto do dia. Não se falava em outra coisa. Mas, felizmente, esse dia passou. Acabou.

E agora chega de conversa que eu vou curtir o Dia Mundial Sem Carro. Espera aí, mas esse dia foi ontem. Pois é, mas pra mim é hoje também. E amanhã também. E depois de amanhã. Para mim, é todo dia. Carro é só para quem sai de casa. O que não é o meu caso. Aliás, bem lembrado. Eu precisava esquentar um pouco o motor do meu Karmann-Ghia velho. Faz tempo que eu não ligo o danado e tiro da garagem. Não pode ficar tanto tempo assim. Inclusive, olha aí a foto mais recente que eu tirei dele. Acho que foi em 73.

karmann_ghia

Setembro 15, 2009

Vivendo e aprendendo

Por mais que eu seja um velho e que já vi quase tudo nessa vida, eu sei que eu não sei tudo. E sempre aparece uma bizarrice nova para me surpreender, me revoltar e, muitas vezes, por que não, me entreter.

Digo isso porque conheci recentemente algo que eu não conhecia e que eu achei uma grande besteira, mas uma grande besteira divertida.  Trata-se do HAIKAI.

Mas aí você me pergunta: o que é Haikai?  De acordo com a minha empoeirada enciclopédia Barsa, Haikai é um tipo de poesia de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Deve ter 3 linhas. Tem algumas outras regras, e seu formato varia um pouco do Japão para o Brasil.

Um dos estilos de Haikai adotados por aqui determina que a terceira linha rime com a primeira. Olha só um exemplo do Haikai brasileiro:

primeira folha de outono
no chão começa
o meio do ano
”  - Alice Ruiz

Outros Haikais não precisam nem de rimas. Veja só:

Dia de Finados
Formigas carregam
Pétalas que caem
” – Jorge Lescano

Nessa minha pesquisa sobre esse assunto, descobri que o Haikai é um enorme sucesso e um dos motivos é o seguinte: qualquer pessoa pode fazer um Haikai. Ele pode fazer aflorar o poeta que você nem sabia que existia em você. É por isso então que lanço, a partir de hoje, o Haikai do Walmor – Para o seu dia ficar muito mais rabugento. Vamos lá então a algumas das minhas primeiras criações. E espero sempre que possível postar mais algumas por aqui:

HAIKAIS DO WALMOR – PARA O SEU DIA FICAR MUITO MAIS RABUGENTO

Ar poluído
São Paulo é caos
Buzina no ouvido

Mais um:

Banco lotado
Problema é seu
Sou aposentado

E mais um então. Agora sem rima:

Pessoas nas ruas
Pra mim tanto faz
Queimem no inferno

Olha só! Gostei desse negócio de Haikai. Acho que ele despertou a veia poética que existe dentro de mim. Vou praticar mais. E se você quiser, escreva seu Haikai aqui também. Pode ser até pra me xingar. Pra mim tanto faz, afinal de contas:

Pessoas chatas
Escrevem em blogs
Caguei pra todas elas

Setembro 3, 2009

O sonho acabou…

sonho

Pois é. Antes fosse o sonho da padaria. Mas o que acabou mesmo foi esse período incrível de férias em Acapulco. Apesar de eu ter uma boa aposentadoria, não dá pra eu ficar morando em um hotel, uma hora o dinheiro acaba.

Nesse período lá no México pude refletir o quanto não sinto a menor falta do meu país, o Brasil, e da minha cidade, São Paulo. Está tudo indo de mal a pior. Em todos os aspectos.

E nesse tempo, pude lembrar também o quanto eu não tenho de saco com o ser humano. Ô raça chata viu? Será que as pessoas não podiam ser como os animais? Não falam, não lêem, não escrevem, não me amolam. Vocês já repararam: os animais não fazem muita coisa. Praticamente só procuram por comida e dormem. Perfeito! E não abrem a boca pra falar besteira ou sentam para escrever amolações na internet.

Digo isso porque tem uns malas me amolando aqui no site, como vocês podem ver nos comentários dos tópicos sobre o Michael Jackson e no tópico “É legal ser chato ou é chato ser legal”. Vão pentear macaco, seus malas! Aliás, boa ideia!!! Acho que vou pentear macaco também. Adoro os símios!! Eles são os humanos sem as partes chatas!! Perfeito!

macaco

Ah, e antes que eu me esqueça: minha aposentadoria está mais polpuda ainda! Fui contratado pelo Site da Firma para ser colunista deles. Tem o link aqui na barra lateral do site. Estou escrevendo por lá a coluna “É a Maior Putaria do Brasil”, sobre tudo que acontece de errado e me emputece no Brasil. Lá, eu falo mais de um lado político e social. Aqui, no Diário de Um Rabugento, o lance é mais pessoal. Bom, e chega de conversa. Vou desfazer minhas malas da viagem e… vou pentear macaco que eu ganho mais.

Agosto 18, 2009

Divagações de um aposentado de férias em Acapulco

Ligeirinho

Ai caramba! Cada vez mais percebo como as pessoas aqui no México falam igual ao Ligeirinho, aquele ratinho matreiro do desenho animado. As pessoas falam de uma maneira muito engraçada. Muito rápida e engraçada. Não sei é por causa dessa tal La Mota, mas é só o pessoal começar a falar que eu já fico imaginando que estou conversando com o Ligeirinho.

E por falar em Ligeirinho, já me lembro de uma das coisas que me faz lembrar do Brasil e que me empolga ainda mais a me mudar de vez aqui pra Acapulco.  O trânsito. Não tenho nem um pouco de saudades daquela porcaria. Mesmo eu não pegando muito trânsito na vida, já que eu não saía de casa quase pra nada.

Não sei se é impressão minha mas parece que as pessoas começaram a ter orgulho do trânsito. O pessoal entrou numa filosofia de que já que não tem como vencê-lo, junte-se a ele. E então as pessoas passaram a aceitar passivamente a realidade do trânsito. E passaram a achar que isso “faz parte”.

ISSO FAZ PARTE? FAZ PARTE DO QUE? FAZ PARTE DA BURRICE QUE ASSOLA AS SUAS CABEÇAS!!! COMO ASSIM, FAZ PARTE? SEU BANDO DE CONFORMISTAS!!!

Como pode? Aceitar essa situação com tanta naturalidade? E parece até que as pessoas tem orgulho. Chegam em algum lugar e falam: “Hoje bateu o recorde do ano. Foi o maior trânsito que eu já vi. Fiquei duas horas parado na Marginal”.

Que absurdo! É por essas e outras que nesse momento estou bem longe de vocês. À beira da piscina aqui em Acapulco. E vocês, enquanto forem essas pessoas conformadas e burras, garanto que nada vai mudar. Cadê a pressão em cima desses políticos de merda? Cadê o poder da opinião pública? Os políticos brasileiros nunca tiraram tanto com a nossa cara. Está ridícula essa situação.

E o que fazer pra mudar isso? Sei lá. Isso é problema seu. Eu não pego trânsito e por isso não tenho do que reclamar. E nem do que me orgulhar.

Agosto 6, 2009

Acho que vou morar aqui…

acapulco

Essas férias em Acapulco estão muito boas. Já estou há quase duas semanas aqui no hotel do Chaves. Bem, na verdade esse hotel não pertence ao Chaves, mas é onde ele e sua turma gravavam aqueles episódios de férias, aprontando um monte em volta da piscina.

Bom, o negócio é que eu acho que vou ficar por aqui. Como eu disse antes, tudo está muito vazio por aqui. Ninguém quer saber de viajar pro México. Eu não poderia ter escolhido lugar melhor. E nesse tempo em que eu estou aqui, cheguei a algumas conclusões muito interessantes:

Aqui em Acapulco eu não encontro ninguém que eu conheço. Não vejo o mala do Juan Piñeda e nem alguns desses meus admiradores, como o Robertinho e o Chiveta, que ficam me parando na rua pra conversar. É muito bom sair pelas ruas e não ser incomodado por ninguém. As pessoas não me conhecem aqui, isso é bom demais.

Aqui tem praia, sombra e água fresca, mas não tem os problemas do Brasil. É mais ou menos como se fosse o Rio de Janeiro sem os traficantes e sem a polícia atirando pra lá e pra cá.

Mas o que mais me agrada aqui é um tabaco especial que tem pra fumar. Eles chamam de “La Mota”. Se você não conhece, procure se informar. É um fumo muito danado de bom. É tão forte que parece até que eu fico meio tonto depois de tragar algumas vezes. Mas o bom mesmo é a fome que me dá depois de fumar. Tenho comido bem mais por aqui. Minha mulher tem gostado, pois ela acha que eu estou muito magro. Eu gostei tanto dessa tal de “La Mota” que tenho fumado dia e noite, noite e dia.

Ah, e antes que eu me esqueça: aqui não tem essa droga de Lei Anti-Fumo! Invejem-me, fumantes do Brasil! Eu estou fumando numa boa. Mas só do cigarro que eu mesmo confecciono. E que deixa o meu humor muito melhor!

Julho 31, 2009

Enquanto isso em Acapulco…

Aqui está tudo bem. Eu sabia que o México seria mesmo o melhor lugar pras minhas férias. Com esse surto da gripe suína, está todo mundo com medo de pisar por aqui. A cidade está vazia. E o hotel também. Não tem quase ninguém aqui no hotel do Chaves em Acapulco. E o pior é que mesmo assim eu consigo arrumar alguma confusão.

Primeiro eu encrenquei com o gerente. Não é possível que a TV a Cabo aqui não passa os jogos do meu Juventus da Moóca! Isso é preconceito com o Moleque Travesso! 

Também me irritei muito com os funcionários. Ninguém fala português! Só espanhol ou inglês! Que absurdo! Desculpem, mas eu me nego a forçar um portunhol pra falar com as pessoas! Então a comunicação está sendo bem difícil. Eu tenho que desenhar num papel o que eu quero ou fazer gestos. O pessoal pensa até que eu sou mudo. Mas não. Minha esposa acaba excplicando pra eles. Eu me nego a falar! Se você não fala a minha língua, me desculpe, eu não vou mudar meu jeito de falar pra você me compreender! Agora, imagina só a dificuldade de explicar que o meu drink deve ser de tal jeito e que é pra ser levado na beira da piscina. Mas o problema mesmo foi quando eu precisei pedir uma toalha extra! Complicado, viu!

E isso é só o começo… Vou lá na sauna agora e depois escrevo mais um pouco.

Julho 28, 2009

Do jeito que o Diabo gosta…

acapulco

Ai, ai… Como é bom estar longe de todos vocês…

No momento estou de férias em Acapulco… Mais especificamente no “Hotel do Chaves”… Na verdade o hotel se chama Continental, mas é mais conhecido dessa maneira por ser o hotel onde eram gravados os episódios em que a turma do Chaves saía de férias… Eu tinha o sonho de conhecer esse hotel e finalmente estou realizando.

A internet aqui é meio cara pra usar mas de vez em quando em vou escrever alguma coisa por aqui… Se bem que eu quero mais é que vocês se danem, eu tenho mais o que fazer… Quer dizer, na verdade, não tenho nada pra fazer. Eu estou de férias, porra! Mas assim que tiver algo pra relatar, escreverei aqui nesse diário de um rabugento (sou eu mesmo).

E tem gente que tem medo de se aposentar… Isso é a maior maravilha do mundo… Quer dizer, desde que você seja um mão-de-vaca que nem eu e tenha economizado dinheiro durante toda a sua vida… E agora me dá licença… Vou tomar uma Cuba Libre pra começar bem o meu dia!

Julho 17, 2009

Olha a gripe suína aí, gente!!!

gripe suina

Cuidado!!! O vírus está no ar!!! Depois de muita tentativa de controlar, a gripe suína finalmente começou a causar vítimas fatais no Brasil. O risco de contágio é muito grande. Você deve tomar cuidado. É isso mesmo. Eu disse você, porque eu… Bem… Eu não corro esse risco.

Eu tenho total noção de que não corro o risco de contrar a gripe do porco e te digo por que:

1) Dizem que muita gente pega essa gripe de mão pra mão… Cumprimenta alguém e depois passa a mão involuntariamente no nariz… Eu não corro esse risco… Primeiro porque eu não fico por aí dando a mão pra ninguém. E segundo porque quando vou colocar a mão no nariz, uso sempre meu lenço de pano, esse companheiro macio que segue comigo há anos e anos…

2) Dizem que o risco de pegar essa gripe é grande em locais com grandes aglomerações de pessoas. E o que eu ia fazer num lugar com aglomeração de gente? Era só o que me faltava. Se você me ver no meio de alguma aglomeração de gente, esfregue bem seus olhos ou troque de óculos. Pode ter certeza que esse alguém não sou eu.

3) Dependendo da situação de risco que a pessoa tenha passado, é preciso que ela entre num regime de quarentena. E eu te digo: jamais vou precisar entrar num regime de quarentena. Afinal de contas, eu já vivo nesse regime. Vivo uma quarentena eterna. Se por acaso for importante ficar isolado da civilização para não contrair essa gripe, pode ficar tranquilo: eu já estou fazendo a minha parte.

E por último:

4) Dizem que o risco de pegar essa gripe na Argentina é grande. E aí, de novo, eu pergunto: o que eu ia ter pra fazer na Argentina?? Eu já não gosto de falar com gente que fala a minha língua, imagina então falar com gente que fala tudo rápido e enrolado que nem eles? Nem morto. Eu quero mais é que a Argentina continue lá no lugar dela. Bem longe de mim.

Julho 13, 2009

Tenham mais respeito! Oras bolas!

A lembrança que eu tenho do Michael Jackson é a dos Bailes Black dos anos 70 lá no Palmeiras. Eu caprichava na minha calça boca de sino, carregava no Gomex e ia lá ouvir um pouco de música de qualidade e ver a rapaziada dançar. E na hora do Jacksons Five, sempre rolavam coreografias.

Mas aí o tempo passou, os Jacksons 5 viraram The Jacksons, o menino vocalista seguiu carreira solo e aconteceu tudo isso que você já está cansado de saber. E eis que de repente o tal rei do pop inventa de morrer, acontece essa comoção toda, a mídia passa a insistir no assunto, um monte de gente discute isso e aquilo sobre ele e outro monte de gente diz que não aguenta mais ouvir falar em Michael Jackson. Mas nada disso me importa, nenhuma dessas coisas me irrita tanto quanto uma coisa, quanto um detalhe: As pessoas que tentam fazer o Moonwalk!

moonwalk

Como podem as pessoas se atreverem a fazer esse passo? Como podem os reles mortais imitarem a dança executada perfeitamente por MJ? Isso é um sacrilégio!

E o problema não é só imitar. O problema é que a grande maioria imita muito mal. E não existe coisa mais feia no mundo que um Moonwalk mal feito. Um Moonwalk mal feito é como um ganso bêbado andando em marcha ré. É tão ridículo que chega a ser constrangedor. Seja quando é feito de brincadeira ou seja quando a tentativa é séria, o Moonwalk não pode ser feito jamais. E a pessoa que faz um Moonwalk mal feito deveria ser banida da sociedade. Deveria ser enviada para algum local de isolamento no meio da selva ou ter que prestar serviços comunitários por um bom tempo. E ser proibida de fazer o Moonwalk para sempre!

O Moonwalk só podia ser feito por Michael Jackson. Somente ele sabia fazer perfeitamente o movimento de andar pra frente e pra trás ao mesmo tempo! E fazer o gritinho de “Au” no fim do movimento. Só ele. E por isso tudo, declaro que com a morte de Michael Jackson, morre também o Moonwalk.

E tenho dito.