Arquivo do mês: maio 2009

Serviços de Utilidade Pública

Eis que essa joça chegou às 3 mil visitas. Muitos aqui são leitores cativos, ou melhor, são paga-paus da minha ilustre e rabugenta pessoa. Outros tantos visitantes são pessoas que digitam frases ou palavras na busca do Google e acabam parado aqui no site. E é cada vez mais engraçado ver as dúvidas que as pessoas querem tirar na internet e as fazem parar aqui. Por isso, compartilho agora alguns dos termos mais legais que foram redirecionados para o Diário de Um Rabugento:

 – hitler

– tenho um amigo que enche o saco

– como lidar com um homem rabugento

– resposta para folgados

– franjas de emo

– o problema do planeta

Não é mesmo sensacional. É por essas e outras que esse site já se autoproclamou o melhor guia de auto-ajuda da Internet. E se você também quiser tirar essas ou outras dúvidas, passe por aqui. Mas, por favor, não encha o meu saco.

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É legal ser chato ou é chato ser legal?

arma

Oi! Você aí! Tem uma arma pra me emprestar? Pode ser aquela mesma que você deixa embaixo do banco do carro pra caso você arrume uma briga no trânsito. Mas tem que ser revólver de verdade. Três Oitão. Uma quadrada. Tanto faz.

Mas calma aí!!! Eu não estou querendo matar ninguém. Eu quero é pra mim mesmo. Chega! Cansei disso tudo! E o melhor jeito de eu me livrar de uma vez por todas de toda a chatice do mundo é eu partir dessa pra melhor. Porque sair exterminando a população inteira vai dar um pouco de trabalho demais!

Caramba! Como tem gente chata nesse mundo!! Não sei como vocês aguentam! Eu não aguento! É gente chata que não acaba mais! E vou aqui citar alguns exemplos:

Gente que fala demais: Bom, isso se aplica principalmente às pessoas do sexo feminino. Me diga, porque as mulheres precisam falar tanto. Eu faço uma pergunta e quero receber apenas uma resposta. E não uma explicação interminável, que já é emendada num desabafo de seus problemas pessoais e acaba se tornando um grande monólogo sem pausas para respiro. É por isso que eu adotei a estratégia de simplesmente não perguntar mais nada. Pra ninguém. Se eu não sei uma coisa eu procuro pesquisar pra saber a informação. Se não tiver como ver na minha coleção da enciclopédia Barsa ou no Google, eu simplesmente fico sem saber. Afinal, se é algo que eu nunca soube, provavelmente nem é tão importante assim pra mim. E vamos ao próximo exemplo:

Gente que reclama demais: Ei, ei, ei!! Calma aí!! Esse exemplo não se refere a mim!! Eu não reclamo!! Eu simplesmente relato o que me incomoda. E esse é um dos casos. Caramba! Como as pessoas reclamam. Reclamam de tudo. O tempo todo. Reclamam que o patrão não presta, que o dinheiro não dá pra nada, que fulana é uma falsa, que o trânsito está horrível, que o governo não faz nada. As pessoas reclamam tanto que, se você reparar bem, aquela pessoa mala que te enche o saco todos os dias consegue reclamar de todos os tipos de clima. No dia em que estiver muito sol ela vai reclamar. No dia em que estiver muito frio também. A mesma coisa quando chover. Que chatice é a vida dessas pessoas. Viver e reclamar. Definitivamente, não é o tipo de vida que eu quero levar.

Gente folgada: Essa é uma das piores sub-espécies da raça humana. As pessoas folgadas. Aquelas que entram na sua frente no trânsito fingindo que não está te vendo. Aquelas que, se puderem furar uma fila, vão sim furar. Aquelas que de uma maneira ou de outra querem se dar bem de uma maneira não muito ética. Mas pra essas pessoas eu tenho uma solução. A minha bengala na cabeça delas. Já fiz isso muitas vezes, desde quando eu era jovem e bom de briga.

Gente que só critica: Essa é uma das espécies que talvez ocupe um dos postos mais altos na escala das gentes chatas do mundo. Também conhecida como gente que não faz. Você toma a iniciativa de pintar a sua casa, a pessoa vai lá e critica. Você escreve um artigo para um jornal, a pessoa vai lá e critica. Você resolve fazer alguma boa ação, a pessoa vai lá e critica. Que saco!! Por que, em vez de criticar tanto, essa pessoa não começa a ter mais atitude? Se meu amigo Alborghetti não estivesse longe de mim, chamava ele pra dar um jeito nesses malas.

Bem, vou parar por aqui porque senão ninguém vai aguentar ler isso tudo. Enfim, é por essas e outras que eu realmente não aguento mais esse mundo em que vivemos. Acho que nem mesmo me isolar no alto da montanha pode ser a solução. E, como disse no começo, exterminar a população inteira vai dar trabalho demais. Acho que a solução mais prática é eu ir embora desse mundo de uma vez. Mas espera aí!! Eu não posso!! Tenho meu papagaio pra cuidar. E esse site pra atualizar!! E meus discos do Cauby e dos Beatles pra escutar!! Pois é. O jeito é continuar nesse mundo de merda. Mas sempre isolado. Sempre escondido! Até o dia em que minha hora chegar. Será que falta muito?

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Sai pra lá!!

espirro do mal

Já enumerei aqui nessa joça diversos motivos para eu não querer contato com seres humanos. São muitos, muitos mesmo. Basta ver as postagens antigas. Mas a verdade é que eu sempre lembro de mais algum. E é sobre isso que eu vou falar hoje. Sobre um dos motivos principais pra eu não querer esse tipo de contato. Vou falar sobre pessoas doentes perto de mim.

Mas que cacete!!! Eu quero morrer quando uma pessoa espirra perto de mim. Sai pra lá!! Vai espirrar bem longe de mim! E o pior é que as pessoas que espirram em público normalmente não tem o hábito de tapar o espirro, de pôr a mão no rostou ou até mesmo,  sei lá, de por a camiseta na frente do rosto pra não espalhar esses germes fétidos pelo ar. No meu caso, jamais ando sem o meu lenço de pano no bolso e, por isso, não cometo esse tipo de deselegância. Aí a pessoa espirra e você só vê aquele jato molhado no ar. Um jato nojento. Que rapidamente se espalha no ar e entra por suas vias nasais.

E tem aqueles que não espirram, mas ficam com o nariz escorrendo e passam o dia inteiro fungando. E ficam passando a mão no nariz. Ou senão ficam com aquele lencinho de papel amassado na mão o dia inteiro, dando uma passada no nariz cada vez que o verdão começa a escorrer pra fora. Que nojo!! Essas pessoas deviam ser isoladas e ficar em quarentena. E bem longe de mim.

E aí tem esses semi-tuberculosos que ficam tossindo o dia inteiro. O dia inteiro mesmo!!! Vai se tratar, porra!! Vai cuidar desse seu pulmão podre. Ou vai num médico. Mas não fica tossindo perto de mim. Ainda mais agora, nesses tempos de gripe suína!!

O negócio é o seguinte: não espirre perto de mim! Não tussa perto de mim! Não esfregue seu nariz nojento perto de mim. E, de preferência, nem me dê a mão. Detesto esse tipo de contato. É por essas e outras que vivo aqui, isolado e protegido no aconchego do meu lar. E, resumindo essa história toda, fica a mensagem pra quem não entendeu: sai pra lá! Não chegue perto de mim!

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Vivendo e Envelhecendo… Devagar e Sempre…

foto

Essa artrite está uma coisa danada. Dói cada junta do meu corpo ao digitar nesse teclado que eu comprei em 1989 pro meu PC XT. Ele não é aquela maravilha. Mas até hoje eu não troquei porque, afinal de contas, ele está funcionando ainda… Mas o problema mesmo é essa artrite. Eu sabia que essa minha vida tão ativa, sempre sentado numa cadeira, numa poltrona ou no trono, me deixariam assim.

Mas o que importa isso que eu estou falando?? Eu quero mais é que essa artrite se dane. Como diz um conhecido meu: “a dor é para os fracos”. E eu não vou ficar aqui chorando as mágoas ou reclamando. O único problema dessa artrite é que ela fica me lembrando de uma coisa o tempo todo: que eu estou ficando velho.

Eu sabia que isso iria acontecer. Mais cedo ou mais tarde iria acontecer. Mas tudo bem. Na verdade, o que eu sempre quis na minha vida foi me aposentar. E depois que eu consegui, está tudo bem. Por isso, eu não acho ruim ser velho. Eu gosto de ser velho. Um velho chato e rabugento. Ser velho (60 e poucos é ser velho?) não é ruim. Ser velho, na verdade, só me traz vantagens. Vamos a elas:

– Essa vocês já sabem: ter vantagem de passar na frente em filas, ônibus de graça, vagas melhores em estacionamentos e outras regalias do tipo. Ver o pessoal na fila do banco me olhando com raiva e pensando “esse tiozinho nem é tão velho assim, ele tinha que pegar a fila e passar depois de mim”, é uma coisa que não tem preço. Hahaha. Uma banana pra vocês, seus babacas… Eu tenho o direito de passar na sua frente… Mas, enfim, isso é pra ser uma lista, então vamos ao próximo item:

– Possibilidade de ser um aposentado. Ser velho é poder ser um aposentado. E isso é bom demais. Quer dizer, desde que você não precise sobreviver do INSS, é claro. E, por isso, pessoas que não são aposentadas, morram de inveja. Vocês, que saem todos os dias para trabalhar, que aguentam chefes babacas, que passam stress e tudo o mais. Eu não preciso passar por nada disso. Eu sou um aposentado. Feliz e aposentado!

– Meia entrada. Pois é. Diferentemente da maioria das pessoas que eu vejo, eu não preciso falsificar carteirinha de estudante pra pagar meia entrada. E melhor ainda: eu não preciso estudar pra poder tirar a carteirinha honestamente. Eu simplesmente tenho direito à meia entrada. Se bem que eu quase não uso, porque eu evito ir para lugares com aglomerações ou que tenham simplesmente a presença de outras pessoas. Só o Cauby com seu show no Bar Brahmma mesmo pra me fazer ir para algum lugar público. Mas enfim, eu tenho direito à meia entrada e isso é o que importa.

Existem muito outros motivos pra eu dizer que ser velho é bom demais. Ser velho é quase não fazer mais cagadas na vida, pois provavelmente você já fez todas que tinha que fazer e já aprendeu com elas.

Na cultura oriental, o velho é uma pessoa muito admirada e respeitada, pois todos sabem que essa pessoa é mais experiente e mais sábia.

Mas nada disso tudo que eu disse aqui se compara à grande vantagem de ser velho: ter a certeza que você está cada vez mais perto de morrer. Isso é o que me mais me motiva em ser velho! A esperança de me ver cada vez mais próximo do dia em que não terei mais que aguentar esse mundo podre em que vivemos. O dia em que não terei mais que aturar gente mala. O dia em que serei realmente feliz.

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