Arquivo do mês: junho 2009

Vade Retro, Mês de Junho!!!!!

fogueira

Ufa!! Falta pouco!! Essa desgraça de mês de junho finalmente está acabando!! Caramba, como pode existir um mês tão detestável assim no nosso calendário!! O problema do mês de junho, na minha opinião, é que ele é o mês das festas juninas!

Responda pra mim por favor: existe coisa pior e mais imbecil que uma festa junina?? Aquele monte de gente vestida de capirira sem ser caipira de verdade. Aquele pessoal com bigodinho pintado. A última vez que eu fui em um evento desses foi na festa junina do meu filho, há mais ou menos uns 30 anos. Foi horrível. Aquele monte de gente amontoada, esbarrando em você. Aquelas barraquinhas de brincadeiras imbecis. Aí você gasta um dinheirão pra “brincar” e ganha uma porcaria de plástico que foi doada por algum aluno da escola. Ou um bicho de pelúcia asqueroso e de péssima qualidade. E se você resolve tomar alguma coisa, tem que tomar aquele purgante horrível também conhecido como “quentão”. Pinga com gengibre?? Ninguém merece.

Mas o pior disso tudo é quando chega a hora da quadrilha! Que coisa ridícula! Por que a coreografia não muda nunca? É sempre aquela coisa. E o pior da quadrilha: o narrador! “Cavalheiros cumprimentam as damas!”; “Damas cumprimentam cavalheiros”; “Olha a cobra! É mentira”!! Que merda!! Que merda!! Que porcaria!! Detesto muito tudo isso!!

Lembro naquela ocasião que, ainda por cima, veio uma menina, toda educada, perguntar pra mim: “Gostaria de mandar um correio elegante pra alguém?”. Eu?? Walmor Salgado?? Mandar correio elegante?? Só se for pro capeta!! Pra pedir pra ele me levar logo daqui!! Pra me abraçar definitivamente com a vida eterna!!

Aí depois disso ainda veio um pessoal me segurar pelos braços! Não entendi nada!! Eu estava sendo “preso” na cadeia do amor da festa!! Só seria libertado depois, pela pessoa amada!! Era só o que me faltava! Eu não estava lá pra brincar! Eu não tenho senso de humor pra essas coisas. Estava lá só pra agradar meu filho!! Aquilo esgotou minha paciência. Me debati até que me soltassem e fui embora daquela porcaria pra nunca mais voltar.

Desde então, passei a odiar esses eventos. E todas as quermesses também. Como eu odeio essas festas! Mas, enfim, voltando ao dia daquela festa junina. Chegando em casa, fui esvaziar meus bolsos e achei um papelzinho dentro de um deles. Abri pra ver o que era. Tinha um recado. Acho que colocaram no meu bolso na hora do empurra-empurra pra me levar pra “cadeia”da festa. Eu nem percebi. O recado dizia: “Amor, eu sei que você está detestando essa festa! Por isso, pedi pra te prenderem! Vou te deixar lá dentro até o final da festa, assim ninguém vai ficar te amolando e nem esbarrando em você. Acho que você vai gostar. Assinado: sua esposa querida!”

Caramba! Que boa ideia que ela teve! Pena que não deu certo, pois eu fui embora. Mas tudo bem. O que importou foi a boa intenção dela. Se bem que, como diz o ditado, de boa intenção o inferno está cheio. E é pra lá que eu quero ir sempre que o mês de junho começa a chegar. Para ro inferno! Mas espera aí. Será que tem festa junina por lá? Se não tiver, eu já digo agora: “Senhor Diabo, me chama que eu vou!!”

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Vocês vão ter que me engolir!

eu no hospital

Calma, leitores.. Calma, seus malas.. Não foi desta vez.. Muita gente pode ter torcido por esse momento, mas a verdade é que eu NÃO morri.

Muita gente questionou meu sumiço temporário e o que eu tenho a dizer é que eu não devo satisfação pra ninguém! Mas como isso é um Diário e faz parte da minha terapia pra ser menos rabugento, preciso contar pra vocês: eu fiquei esse tempo sem atualizar pois estava internado em um hospital.

No começo, achei interessante a possibilidade de ficar numa cama de hospital. Pensei comigo: não deve ser ruim. A gente fica deitado o dia todo, tem uma televisãozinha, as pessoas trazem comida pra você… Mas é claro que eu estava enganado… Foram alguns dos piores dias da minha vida.

Eu não sofri nada de grave. Estava com uma dor muito forte na região abdominal. Os médicos me internaram achando que era apendicite. Depois acharam que era úlcera. Depois acharam que era não sei lá o que. No fim, eram só gazes…

Mas os problemas foram outros: pra começar, a comida era muito ruim! Caramba! Pior que a da classe econômica de vôo da Gol. Depois, tinham as enfermeiras: todas barangas. Que saco! Mas o pior de tudo, o verdadeiro pesadelo da minha internação: as visitas!

Me expliquem por favor: por que as pessoas precisam visitar quem está internado? Estava eu, lá no hospital, ficando quase bom, quando de repente entra um monte de gente no meu quarto!! Parentes!! Não pode ser!! Tinha criança com bixiga de gás hélio! Sobrinha com caixa de bombom. Aquele monte de gente!! Me belisquei pra ver se era um pesadelo ou alguma alucinação febril, mas não era nada disso. Era uma visita mesmo! E aí, por você estar doente, eles ficam falando com você como se você fosse uma criancinha. Mas por que? Por que cargas d`’água. Mas o pior ainda estava por vir: A visita da minha tia.

Ela mesma, que eu achei que já estivesse sete palmos abaixo do chão. Ela é muito velha. E gorda. E fez aquilo que eu mais temo, desde criança: me deu um beijo babado e um apertão forte pra cacete na bochecha. Eu não agüentei. Levantei e saí correndo!! Nem reparei, na hora, que estava com soro no braço. Arrebentou tudo, caiu um monte de coisa no chão e eu saí correndo sem olhar pra trás.

enfermeira

Meus parentes vieram atrás de mim, gritando, perguntando se eu estava louco. As enfermeiras e médicos tentaram me segurar também, mas não conseguiram. Alcancei a rua rapidamente, entrei num táxi e pedi pra me levar para o melhor lugar do mundo: a minha casa. E não voltei mais para aquele lugar.

Comida ruim! Televisão só com os canais abertos, nada de tv paga! E visita de parentes! Não!!! Eu não mereço isso!!! Não quero mais saber de hospital!! Eu estou bem!! Estou vivinho da silva!!! E não estou louco!! E quanto a vocês, só tenho algo a dizer: “Vocês vão ter que me engolir!!”

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Esses jovens…

jovens

Nessas minhas andanças por esse mundo velho sem porteira, muitas coisas que observo me geram muita reflexão. E uma das coisas que me leva a refletir muito são esses seres que nem são crianças e nem são adultos: os jovens!

O que leva os jovens a serem tão ridículos? Digam-me, ó chatos leitores! Por que os jovens são assim?

Nas poucas vezes em que tiro meu Karmann-Ghia da garagem e saio pelo trânsito da cidade, noto algumas peculiaridades. Uma delas: agora as pessoas têm aparelhos de DVD nos carros!! Como assim? Carro não foi feito pra dirigir? DVD não foi feito pra assistir em casa? O mundo está ficando muito louco mesmo! E normalmente esses DVDs em carros são acompanhados também de autos falantes que, fazendo jus ao nome, tocam num volume muito alto mesmo! Até aí tudo bem, não me importaria muito já que quase nunca saio pelas ruas. Mas o problema são as músicas que esses jovens colocam pra tocar! Normalmente é Funk Carioca!! Ou algum pagode!! Ou alguma música artificial muito estranha cheia de graves e de batidas sintetizadas (ah… minha mulher está falando que isso se chama música eletrônica, eu não sabia…).  Será que não podiam, pelo menos, ouvir alguma música boa? Um Dick Farney ou um AGnaldo Rayol por exemplo?

E aí pude reparar também que esses jovens gostam também de se reunir em postos de gasolina!! Como assim? Posto de gasolina não foi feito pra abastecer os carros?? E aí a rapaziadinha já une o inútil ao desagradável e aproveita pra deixar o porta malas do carro aberto e liga seus potentes sons em volume ensurdecedor! E o pessoal fica lá, bebendo cerveja, fumando seus cigarros e rindo muito. Balada, cigarro e álcool num posto de gasolina?? O mundo está mesmo muito louco.

E aí fiquei sabendo que os jovens só gostam de ir a discotecas e bailinhos que estejam muito cheios. Quanto mais cheio melhor. Se a fila do lado de fora estiver grande, melhor ainda. É lá mesmo que querem estar. E aí pagam caro pra entrar e, lá dentro, não conseguem conversar, já que a música é tocada num volume altíssimo. Lá dentro, se esbarram uns nos outros, respiram uma fumaceira danada, pagam no mínimo dez reais numa lata de cerveja e ainda correm um grande risco de levarem uns chacoalhões dos seguranças da casa. E tem um tal de todo mundo beijar várias pessoas na mesma noite. Um pegando baba do outro. Me falaram que isso chama “Ficar”. Esse mundo está perdido mesmo.

É por essas e outras que envergonho-me dos jovens de hoje em dia. Tão fúteis, tão inúteis e com umas manias tão estranhas. Saudades daqueles tempos em que passávamos as tardes na Rua Augusta ou nos cinemas do centro da cidade e não existia essa loucura toda. E fico pensando: como serão os jovens de amanhã?? Piores ainda?? Fico pensando nesses aborrecentes que hoje são emos e daqui alguns anos serão jovens. Que medo!! É por essas e outras que espero não estar vivo pra saber como será o amanhã.

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