Arquivo do mês: agosto 2009

Divagações de um aposentado de férias em Acapulco

Ligeirinho

Ai caramba! Cada vez mais percebo como as pessoas aqui no México falam igual ao Ligeirinho, aquele ratinho matreiro do desenho animado. As pessoas falam de uma maneira muito engraçada. Muito rápida e engraçada. Não sei é por causa dessa tal La Mota, mas é só o pessoal começar a falar que eu já fico imaginando que estou conversando com o Ligeirinho.

E por falar em Ligeirinho, já me lembro de uma das coisas que me faz lembrar do Brasil e que me empolga ainda mais a me mudar de vez aqui pra Acapulco.  O trânsito. Não tenho nem um pouco de saudades daquela porcaria. Mesmo eu não pegando muito trânsito na vida, já que eu não saía de casa quase pra nada.

Não sei se é impressão minha mas parece que as pessoas começaram a ter orgulho do trânsito. O pessoal entrou numa filosofia de que já que não tem como vencê-lo, junte-se a ele. E então as pessoas passaram a aceitar passivamente a realidade do trânsito. E passaram a achar que isso “faz parte”.

ISSO FAZ PARTE? FAZ PARTE DO QUE? FAZ PARTE DA BURRICE QUE ASSOLA AS SUAS CABEÇAS!!! COMO ASSIM, FAZ PARTE? SEU BANDO DE CONFORMISTAS!!!

Como pode? Aceitar essa situação com tanta naturalidade? E parece até que as pessoas tem orgulho. Chegam em algum lugar e falam: “Hoje bateu o recorde do ano. Foi o maior trânsito que eu já vi. Fiquei duas horas parado na Marginal”.

Que absurdo! É por essas e outras que nesse momento estou bem longe de vocês. À beira da piscina aqui em Acapulco. E vocês, enquanto forem essas pessoas conformadas e burras, garanto que nada vai mudar. Cadê a pressão em cima desses políticos de merda? Cadê o poder da opinião pública? Os políticos brasileiros nunca tiraram tanto com a nossa cara. Está ridícula essa situação.

E o que fazer pra mudar isso? Sei lá. Isso é problema seu. Eu não pego trânsito e por isso não tenho do que reclamar. E nem do que me orgulhar.

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Acho que vou morar aqui…

acapulco

Essas férias em Acapulco estão muito boas. Já estou há quase duas semanas aqui no hotel do Chaves. Bem, na verdade esse hotel não pertence ao Chaves, mas é onde ele e sua turma gravavam aqueles episódios de férias, aprontando um monte em volta da piscina.

Bom, o negócio é que eu acho que vou ficar por aqui. Como eu disse antes, tudo está muito vazio por aqui. Ninguém quer saber de viajar pro México. Eu não poderia ter escolhido lugar melhor. E nesse tempo em que eu estou aqui, cheguei a algumas conclusões muito interessantes:

Aqui em Acapulco eu não encontro ninguém que eu conheço. Não vejo o mala do Juan Piñeda e nem alguns desses meus admiradores, como o Robertinho e o Chiveta, que ficam me parando na rua pra conversar. É muito bom sair pelas ruas e não ser incomodado por ninguém. As pessoas não me conhecem aqui, isso é bom demais.

Aqui tem praia, sombra e água fresca, mas não tem os problemas do Brasil. É mais ou menos como se fosse o Rio de Janeiro sem os traficantes e sem a polícia atirando pra lá e pra cá.

Mas o que mais me agrada aqui é um tabaco especial que tem pra fumar. Eles chamam de “La Mota”. Se você não conhece, procure se informar. É um fumo muito danado de bom. É tão forte que parece até que eu fico meio tonto depois de tragar algumas vezes. Mas o bom mesmo é a fome que me dá depois de fumar. Tenho comido bem mais por aqui. Minha mulher tem gostado, pois ela acha que eu estou muito magro. Eu gostei tanto dessa tal de “La Mota” que tenho fumado dia e noite, noite e dia.

Ah, e antes que eu me esqueça: aqui não tem essa droga de Lei Anti-Fumo! Invejem-me, fumantes do Brasil! Eu estou fumando numa boa. Mas só do cigarro que eu mesmo confecciono. E que deixa o meu humor muito melhor!

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