Arquivo do mês: dezembro 2009

Melhor impossível…

Depois desse profundo período de depressão que passei em função da morte de meu amigo e ídolo Alborghetti, resolvi dar férias para mim mesmo. Na verdade, um aposentado abastado como eu está sempre de férias, mas eu resolvi mesmo foi tirar férias da civilização, me isolar ainda mais dos outros seres humanos, essa raça que tanto me irrita.

Por isso, descobri um lugar ótimo, tranquilo e realmente isolado de tudo e de todos.

Precisei ir hoje até a cidade mais próxima para comprar alguns mantimentos e aproveitei pra ir numa lan house pra pagar algumas contas. Por isso, estou escrevendo aqui neste momento. Vou passar mais alguns dias aqui isolado, mas depois voltarei para a suja e cinza São Paulo e voltarei a postar normalmente nessa joça. Por mim, eu não voltava mais, ficava morando aqui, mas os meus médicos ficam em São Paulo e é só lá que eu encontro as dezenas de remédios que preciso tomar diariamente.

Mas enfim, olhem só onde estou passando minhas férias. É ou não demais?

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Buscando forças pra continuar…

Por mais que você pense que guia sua própria vida, ela é cheia de reviravoltas, cheia de percalços que fogem totalmente do seu alcance. Algo acontece de repente, muito rápido, e tudo muda na sua vida. Ela é virada de pernas pro ar. E você simplesmente não teve como fazer nada, o destino ganhou de você.

De repente você se vê sem chão. Sem ânimo.  Sem forças pra continuar.

E foi assim que me senti na semana passada.

Por um momento, o mundo se paralisou. Não ouvia, não via, não notava nada ao meu redor. Talvez porque tudo deixou de ter importância naquele instante.

Meu ídolo morreu.

Como assim? Do nada? Tão de repente? Por que??!! Eu só queria saber por que??!! E eu não poderia nem me despedir? Nem falar adeus e agradecer por tudo?

Na última quarta-feira, 09 de Dezembro de 2009, morreu Luiz Carlos Alborghetti.

Uma notícia que eu esperava não estar vivo para receber. Jamais.

O baque foi forte e ainda estou tentando assimilar. Tenho passado esses dias num estado de depressão muito grande, não tenho sentido fome, fico ouvindo alguns discos bem tristes e indo às lágrimas em cada momento que me lembro de Alborghetti. Lágrimas que logo viram sorriso, quando lembro que chegamos a virar amigos. Aqueles lanches de pernil no bar do Estadão nos anos 80 jamais serão esquecidos. Lembro como se fosse hoje, quando você, Alborga, falava pra mim: “Não pode amolecer! Não pode baixar a cabeça pra esses desgraçados por aí! Tem que falar na cara! Tem que arrepiar esses merdas! Eles tem que sentar tudo no colo do capeta!”

Foram muitos papos, muita revolta compartihada entre nós dois. Mas e agora? Como vai ficar? Como vai ficar o mundo sem Alborghetti?

Alborga, não sei nem como continuar. Não sei nem que ânimo terei para prosseguir a partir daqui. Mas sei que devo ter forças! Pois sei que o mundo precisa de gente como nós. Gente que desce o cacete na hipocrisia e na cara dos badernistas que existem por aí: os bandidos e políticos que fazem disso tudo A MAIOR PUTARIA DO BRASIL!!! A MAIOR PUTARIA DESSE MEU BRASIL!!!

Alborga, descanse em paz. Seja feliz. Você se livrou desse mundo podre do qual ainda não me livrei. Espero não demorar muito pra te ver por aí. Espere por mim…

ps. não deixem de ler também o seríssimo e emocionante site que há um ano se presta exclusivamente a homenagear nosso grande mestre: http://alborghetti.wordpress.com/

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São Paulo: Um potencial desperdiçado

Quando eu digo que o povo é burro as pessoas acham que eu sou chato, que eu sou implicante, rabugento. Mas é claro que o povo é burro. Olhem só a cidade de São Paulo. Somos uma verdadeira potência dos esportes fluviais, mas não sabemos aproveitar esse potencial.
Que outra cidade oferece tantas condições para a prática do remo, da canoagem e de outras modalidades desse tipo? Olhe bem essas fotos:

Esses paulistanos das fotos, pelo menos, não perderam tempo e já iniciaram seus treinamentos. Já a maioria prefere reclamar, xingar a prefeitura, ficar em casa. Que absurdo! Aproveitem o que a cidade oferece de melhor! Aproveitem os alagamentos! Vivemos numa grande piscina! Vamos aproveitar! Olhem só que piscinona linda pra todo mundo desfrutar:

Em outros tempos, já tratei desse assunto aqui no site. São Paulo é uma cidade que alaga muito. Acho que nessa época eu estava bem mais revoltado. Você pode ler nesse link aqui.

Mas agora eu não reclamo mais. Eu quero mais é aproveitar. E dá licença que agora eu vou nadar um pouco. Quer dizer, espera aí! Será que não dá pra pescar também? “Mulher, cadê meu anzol e minhas iscas?”

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Uma palavrinha do Walmor

Olá, prezados leitores dessa joça. Estou muito ocupado nesses dias. Comecei a ler a lista telefônica e isso está tomando todo o meu tempo. Comecei na semana passada e ainda estou na letra A. Quanta gente.

E em cada nome que eu leio, penso em como odeio os seres humanos. Ô gente chata do cacete. Desculpem mas não posso enrolar muito por aqui. Quero acabar essa leitura logo pra comçar a próxima, que será a do dicionário Houaiss.

Até mais,

Walmor Salgado

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Os tempos, ah, eles estão mudando…

Acho que toda pessoa, de tempos em tempos, sofre uma pequena crise de nostalgia.

E essa nostalgia acometeu a minha pessoa nesses dias, quando estava eu ouvindo um pouco de Bob Dylan e sua maravilhosa música “The Times They Are A Changing”.

Já disse aqui nessa joça que Bob Dylan é um dos meus poucos ídolos. Nunca vi um músico tão rabugento e ranzinza. Posso dizer até que ele é perfeito. Mas vamos ao que interessa, que é o assunto desse meu texto: a nostalgia.

Eu sou de um tempo em que tudo acontecia no Centro de São Paulo. Os cinemas na Avenida Ipiranga, as casas de chá para ir com a namorada à tarde, os encontros de jovens na Rua Augusta, a turma da Tropicália infernizando nos hotéis da Avenida São João. Lembro até que foi no Centro de São Paulo que chegou a primeira escada rolante do país. Era uma grande atração.

Hoje, o que vemos nesses locais? Nóias fumando crack no centro da cidade, garotos roqueiros bêbados e andróginos lotando a Rua Augusta e os Emos, muitos Emos por todos os lados. Antes, cruzávamos com Caetano, Gil, Tom Zé, Mutantes e Cauby pelas ruas do Centro. Hoje, vemos Emos, Nóias, pessoas com pressa esbarrando umas nas outras e desempregados em geral.

Eu sou de um tempo em que o futebol era bonito de se ver, o carnaval não era uma putaria e a televisão passava o seriado Vigilante Rodoviário, a novela Beto Rockfeller, e o Mazzaropi tinha um programa de humor.

Hoje em dia? Nem sei o que passa, me recuso a ver tanta baixaria. A televisão acabou pra mim depois que o Alborghetti saiu do ar e o Pedro de Lara morreu.  Às vezes assisto a um pouco de Shoptime, pois a única coisa que gosto de ver são esses programas de televendas.

Eu sou de um tempo em que pedíamos a garota em namoro, demorávamos meses até o primeiro beijo, e pedíamos a mão dela em casamento para o pai, que sempre perguntava quais eram os dotes que você tinha para oferecer.

Hoje em dia? Como diria o Alborghetti, É A MAIOR PUTARIA DO BRASIL! A MAIOR PUTARIA DO BRASIL! Não preciso nem entrar em detalhes sobre a prosmicuidade que impera nos tempos atuais.

Eu sou de um tempo em que o celular, a internet, o GPS e o Twitter não existiam. E a gente conseguia viver mesmo assim! Hoje, parece que ninguém vive mais sem essas coisas. Apesar que eu não tenho e jamais terei Twitter e todas essas coisas relacionadas a redes sociais, pois não quero me socializar com ninguém nesse mundo. Já lido com a minha mulher e com meu papagaio e é mais que o suficiente. Quanto à internet, acho útil pois posso pagar contas e fazer compras sem precisar ir pras ruas e ver outras pessoas.

Eu sou de um tempo bom que não volta mais. Tempo em que os comerciais chamavam “reclame” e eu achava Gomex pro meu cabelo em qualquer vendinha de esquina. Hoje em dia? Como é difícil achar Gomex pra comprar…

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