São Paulo: Um potencial desperdiçado

Quando eu digo que o povo é burro as pessoas acham que eu sou chato, que eu sou implicante, rabugento. Mas é claro que o povo é burro. Olhem só a cidade de São Paulo. Somos uma verdadeira potência dos esportes fluviais, mas não sabemos aproveitar esse potencial.
Que outra cidade oferece tantas condições para a prática do remo, da canoagem e de outras modalidades desse tipo? Olhe bem essas fotos:

Esses paulistanos das fotos, pelo menos, não perderam tempo e já iniciaram seus treinamentos. Já a maioria prefere reclamar, xingar a prefeitura, ficar em casa. Que absurdo! Aproveitem o que a cidade oferece de melhor! Aproveitem os alagamentos! Vivemos numa grande piscina! Vamos aproveitar! Olhem só que piscinona linda pra todo mundo desfrutar:

Em outros tempos, já tratei desse assunto aqui no site. São Paulo é uma cidade que alaga muito. Acho que nessa época eu estava bem mais revoltado. Você pode ler nesse link aqui.

Mas agora eu não reclamo mais. Eu quero mais é aproveitar. E dá licença que agora eu vou nadar um pouco. Quer dizer, espera aí! Será que não dá pra pescar também? “Mulher, cadê meu anzol e minhas iscas?”

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Uma palavrinha do Walmor

Olá, prezados leitores dessa joça. Estou muito ocupado nesses dias. Comecei a ler a lista telefônica e isso está tomando todo o meu tempo. Comecei na semana passada e ainda estou na letra A. Quanta gente.

E em cada nome que eu leio, penso em como odeio os seres humanos. Ô gente chata do cacete. Desculpem mas não posso enrolar muito por aqui. Quero acabar essa leitura logo pra comçar a próxima, que será a do dicionário Houaiss.

Até mais,

Walmor Salgado

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Os tempos, ah, eles estão mudando…

Acho que toda pessoa, de tempos em tempos, sofre uma pequena crise de nostalgia.

E essa nostalgia acometeu a minha pessoa nesses dias, quando estava eu ouvindo um pouco de Bob Dylan e sua maravilhosa música “The Times They Are A Changing”.

Já disse aqui nessa joça que Bob Dylan é um dos meus poucos ídolos. Nunca vi um músico tão rabugento e ranzinza. Posso dizer até que ele é perfeito. Mas vamos ao que interessa, que é o assunto desse meu texto: a nostalgia.

Eu sou de um tempo em que tudo acontecia no Centro de São Paulo. Os cinemas na Avenida Ipiranga, as casas de chá para ir com a namorada à tarde, os encontros de jovens na Rua Augusta, a turma da Tropicália infernizando nos hotéis da Avenida São João. Lembro até que foi no Centro de São Paulo que chegou a primeira escada rolante do país. Era uma grande atração.

Hoje, o que vemos nesses locais? Nóias fumando crack no centro da cidade, garotos roqueiros bêbados e andróginos lotando a Rua Augusta e os Emos, muitos Emos por todos os lados. Antes, cruzávamos com Caetano, Gil, Tom Zé, Mutantes e Cauby pelas ruas do Centro. Hoje, vemos Emos, Nóias, pessoas com pressa esbarrando umas nas outras e desempregados em geral.

Eu sou de um tempo em que o futebol era bonito de se ver, o carnaval não era uma putaria e a televisão passava o seriado Vigilante Rodoviário, a novela Beto Rockfeller, e o Mazzaropi tinha um programa de humor.

Hoje em dia? Nem sei o que passa, me recuso a ver tanta baixaria. A televisão acabou pra mim depois que o Alborghetti saiu do ar e o Pedro de Lara morreu.  Às vezes assisto a um pouco de Shoptime, pois a única coisa que gosto de ver são esses programas de televendas.

Eu sou de um tempo em que pedíamos a garota em namoro, demorávamos meses até o primeiro beijo, e pedíamos a mão dela em casamento para o pai, que sempre perguntava quais eram os dotes que você tinha para oferecer.

Hoje em dia? Como diria o Alborghetti, É A MAIOR PUTARIA DO BRASIL! A MAIOR PUTARIA DO BRASIL! Não preciso nem entrar em detalhes sobre a prosmicuidade que impera nos tempos atuais.

Eu sou de um tempo em que o celular, a internet, o GPS e o Twitter não existiam. E a gente conseguia viver mesmo assim! Hoje, parece que ninguém vive mais sem essas coisas. Apesar que eu não tenho e jamais terei Twitter e todas essas coisas relacionadas a redes sociais, pois não quero me socializar com ninguém nesse mundo. Já lido com a minha mulher e com meu papagaio e é mais que o suficiente. Quanto à internet, acho útil pois posso pagar contas e fazer compras sem precisar ir pras ruas e ver outras pessoas.

Eu sou de um tempo bom que não volta mais. Tempo em que os comerciais chamavam “reclame” e eu achava Gomex pro meu cabelo em qualquer vendinha de esquina. Hoje em dia? Como é difícil achar Gomex pra comprar…

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2012? A gente nem chega até lá

Agora não se fala de outra coisa: esse tal filme 2012 e a história de que esse é o ano em que o mundo vai acabar. Falam até de previsões dos Maias, do Nostradamus e de outras evidências que mostram que o Apocalipse está chegando.

Pra começo de conversa, já disse isso aqui no site: o mundo não vai acabar. A humanidade vai acabar. O mundo vai continuar aí, rodando em volta de si mesmo e do Sol. Mas a raça humana vai pro buraco. Vai queimar no inferno. E pagar por tudo que tem feito ao planeta. E eu tenho certeza: um mundo sem gente será um mundo melhor.

Bom, mas a questão aqui é a seguinte. Por mais que as pessoas achem que tudo vai por água abaixo em 2012, eu tenho certeza que a gente nem chega até lá. Sério mesmo. Do jeito que as coisas estão indo, o mundo não vai durar mais 3 anos. Pegue um carro e se dirija até a Marginal Tietê em São Paulo. Você vai ver que, na verdade, o mundo já acabou, mas esqueceram de divulgar.

Pegue também o seu carnê do IPTU. Aqui em São Paulo, esse imposto vai aumentar cerca de 90% no ano que vem. Mas se cair uma chuvinha qualquer, sua casa vai alagar, sua rua, tudo vai alagar. E a Prefeitura não vai fazer nada. Ou seja, é o fim do mundo!

Tente passar um longo período nas grandes metrópoles do país sem ser assaltado ou sem presenciar alguma violência. Duvido que você consiga.

E, principalmente, tente assistir televisão! Mas tente mesmo! E não vale TV a Cabo. Passe pelos canais abertos, que são os que tomam a vida da maioria do povo. Seu dia já começa com a Ana Maria Braga, que parece ter saído do clipe Thriller do Michael Jackson. Depois tem as fofocas da Mama Bruschetta, as receitas da Palmirinha e a Claudete Troiano. À noite, se você quiser ver um jogo de futebol, tem que escolher entre Galvão Bueno e Luciano do Valle. Mais tarde, tem o “grande” Jô Soares, com seu ego maior que sua enorme barriga. Chegando no fim de semana, temos o Luciano Huck e toda a sua nariguda simpatia. Temos o Raul Gil, temos aquele programa chato pra cacete do Serginho Groissman e as tão aguardadas atrações dominicais. Tem pra todos os gostos: Gugu, Eliana, Silvio Santos, Faustão, Celso Portioli e muito mais. Ou seja, É O FIM DO MUNDO! É O FIM DA PICADA! É O APOCALIPSE NA TERRA!

O Mundo acabou e esqueceram de te avisar! O Mundo acabou e esqueceram de me avisar também. Mas eu já percebi. Nada disso existe. É tudo fruto da nossa imaginação. Somos apenas almas penadas queimando no inferno, enquanto achamos que somos seres vivos que vivemos num planeta azul e que a vida “é bonita, é bonita e é bonita”.

Santa inocência…

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Um Jeito Walmor de Ser Parte 2 – Bom humor é para os fracos

Nunca achei graça em dar risada.  Pra mim, bom humor não existe. Bom humor pra que? Com o perdão do trocadilho, que coisa mais sem graça.

É por isso que compartilho com vocês hoje mais uma característica da minha personalidade, para você que admira a minha pessoa e quer ser um rabugento como eu (apesar que isso é mais dom do que uma questão de prática).

Então vamos lá: pare já com sorrisinhos! Esses sorrisinhos não te levam a nada. Normalmente mostram apenas as fraquezas da sua personalidade. Mostram que você é uma pessoa fraca, descontrolada, medrosa e até mesmo desequilibrada.

E não adianta virem com piadas pra cima de mim. Podem contar a piada que for, eu não dou risada.

Olhem para o mundo ao seu redor. Além de todos os problemas que todos vocês já conhecem, temos o problema maior de todos: as outras pessoas.

Eu acho as pessoas insuportáveis. São tantos os adjetivos que eu tenho para classificar os seres humanos que não vou nem perder meu tempo em escrevê-los. Basta ler outros textos antigos aqui do meu site. Mas, enfim, é por isso que eu digo que não temos motivos para sorrir. Aposto que neste momento, ao seu lado, ou perto de você, tem alguém de que você não gosta. Alguém chato, mentiroso ou falso. Ou tudo isso ao mesmo tempo. E então eu digo: rir pra que? Cadê o motivo da felicidade? Eu não vejo motivo algum.

Portanto, prezados leitores e prezados malas que tanto me amolam. Se você quer ser um autêntico rabugento, pare com as risadas. Pare com sorrisinhos. Pratique agora mesmo a rabugisse. Não sorria para as pessoas. Mantenha a expressão sempre séria e sisuda. Você vai ver como as pessoas vão te respeitar mais, vão temer você e, principalmente, não vão querer se meter com você. Você acha que alguém vai querer trapacear ou armar alguma coisa contra uma pessoa que está sempre séria, sempre compenetrada? É claro que não! Você acha que alguém, numa loja, vai atender mal alguém que está com uma cara séria de que pode mandar tudo à merda a qualquer momento? É claro que não!

Vejam minha foto aqui nessa joça de site pra ver mais ou menos o que estou dizendo sobre expressão facial. Tente praticar. Um rabugento autêntico não movimenta músculo algum do rosto quando está ouvindo alguém falar. Nem bochechas, nem boca, nada! É a expressão perfeita! A expressão exata! A expressão dos fortes. Pois nesse mundo sujo em que vivemos, só os fortes sobrevivem. E eu sou um deles.

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Um jeito Walmor de ser – O Estilo Foda-se

Apesar desse meu estilo, sempre rabugento, sempre mal humorado, é incrível como as pessoas admiram a minha pessoa. Digo isso pelo número de malas que me param nas ruas para pedir conselhos e pelo número cada vez maior de visitas a esse site.

Mas para ser um Walmor Salgado, não basta apenas querer. É preciso levar jeito. É preciso ter a essência da rabugisse. Mas não pense que isso é impossível. De jeito nenhum. Basta começar e tentar.

Pensando nisso, vou ensinar a partir de agora algumas técnicas. Uma de cada vez. E, nesse texto de hoje, é a hora de ensinar um dos fatores mais importantes do meu jeito de ser. Estou falando do “Estilo Foda-se”. E como diriam nas promoções em programas de televisão, isso é muito fácil, é muito simples! Vamos lá então.

Por exemplo: alguém chega pra você e diz:
– Hoje é Sexta-Feira, 13!
Você responde:
– Ah, é? Foda-se!

Aí outra pessoa vem pra você e diz:
– Caramba hein, o trânsito dessa cidade está cada vez pior.
O que você responde?
– É mesmo, né? Foda-se!

O Foda-se serve pra tudo. Pras mais diversas situações. Serve pra mostrar que você está cagando mole pras superstições das pessoas (como hoje, nessa sexta-feira 13), serve pra mostrar que você não se importa com o que os outros se importam, serve pra mostrar que você não está nem aí para que os outros acham e, principalmente, pra mostrar que você também é um baita de um rabugento mal humorado.

Pratique. Tente. Quando te dizerem alguma coisa que não te interessa, responda com um foda-se. Quando falarem algo sem a menor importância, você responde: foda-se. Comece a partir de agora. Você vai ver como sua vida vai ficar muito mais leve, muito mais fácil de ser tocada.

E aí, gostou dessa minha dica? Sim? Foda-se! Ah, não gostou? Foda-se!

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Não foi dessa vez…

blecaute

Essa foi por pouco viu! Caramba! Mas não foi dessa vez.

Pois é. Estava eu no aconchego da minha biblioteca particular, lendo um livro e ensinando meu papagaio a falar mais alguns palavrões, quando, de repente BOOOM! A luz apagou! Escuridão total!

Até aí tudo bem. Imaginei que era só mais uma falta de luz momentânea. Mas dei uma olhada na janela e vi que estava tudo escuro. Os outros bairros estavam escuros. Aparentemente, a cidade de São Paulo inteira.

Peguei meu radinho de pilha que uso pra ouvir os jogos do Juventus da Mooca e ouvi a informação que o apagão não era só em São Paulo. Era também no ABC, no litoral, e até no Rio de Janeiro. Depois veio a informação que a luz também tinha acabado no Espírito Santo, em Minas Gerais e até no Paraguai!!!

Eu não tive dúvidas: aquilo não era um apagão! Era o começo do fim do mundo!

Não sei o que aconteceu. Parece que fui possuído por alguma força oculta. Perdi o controle dos meus atos e das minhas palavras. Saí pulando e gritando que nem louco por meu apartamento:

“O MUNDO ESTÁ ACABANDO! O MUNDO ESTÁ ACABANDO! CHEGOU A HORA! ATÉ QUE ENFIM!”

Minha mulher se assustou com essa minha atitude. Eu estava realmente dando um escândalo. O prédio inteiro devia estar ouvindo. Mas eu não tinha mais controle sobre mim. Era uma euforia absurda. Afinal, era o que eu sempre sonhei! O fim do mundo! Chega dessa porcaria! Esse mundo está estragado! Apodrecido! Cheio de corrupção, de violência, de ganância, de falsidade… Eu não vejo mais jeito pra esse nosso mundo. O único jeito é o mundo acabar!

Mas, de repente, tudo foi por água abaixo. A luz voltou. Realmente, era só um blecaute. Só um apagão. Nada demais. Só uma falta de energia elétrica em alguns lugares. E assim, triste e desapontado, fui dormir. Mas tudo bem. O ano de 2012 vem aí. E como os astecas já previram e Nostradamus também, não vai ter jeito. O mundo vai acabar. E, se eu ainda estiver vivo, não sei como vou controlar a emoção de vivenciar esse que será o momento mais feliz da minha vida!

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Mau humor é sinal de inteligência!

mau humor

É isso mesmo. Ser mal humorado faz bem pro cérebro. Na verdade, eu já sabia. Mas desta vez a afirmação não é minha. São estudos científicos que dizem e comprovam isso! Eu tinha razão!

Por isso, nunca mais torrem a minha paciência pedindo pra eu ser mais bem humorado! Que saco! Se você gosta de ser alegre e feliz, isso é problema seu. Eu gosto de ser um rabugento, e agora, com o respaldo da ciência, garanto que isso me torna um homem muito melhor. E tenho dito!

Se quiser ver a matéria sobre isso, clique nesse link aqui. Mas tem o texto reproduzido aí embaixo também.

Estudo diz que mau humor e tristeza afiam inteligência

As pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada segundo um estudo realizado por um cientista australiano e publicado na última edição da revista científica Australasian Science, informou hoje a rádio ABC.

“A tristeza e o mau humor melhoram a capacidade de julgar os outros e também aumentam a memória”, assegura o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.

“Enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente”, explica o artigo.

“Nossa pesquisa sugere que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis”, acrescenta. Forgas ressaltou que as pessoas com um estado de ânimo mais decaído possuem maior capacidade de argumentar suas opiniões por escrito, pelo que concluiu que “não é bom estar sempre de bom humor”.

A pesquisa consistiu em uma série de experimentos nos quais se manipulava o estado de encorajamento dos participantes por meio de filmes e lembranças positivas ou negativas.

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Haikai do Walmor – Parte 2

Alguns posts atrás,  falei um pouco sobre o Haikai, essa curiosa forma de poesia japonesa. Andei praticando, e resolvi compartilhar aqui mais um pouco desse meu novo prazer: escrever haikais. Espero que gostem:

“Haikai do Tempo”
Dois mil e nove
O ano está acabando
E eu com isso?

“Haikai do dinheiro”
Dinheiro não compra amor
Dinheiro não traz felicidade
E eu adoro dinheiro!

“Haikai de São Paulo”
Poluição na cidade
Trânsito nas ruas
Alguma novidade?

“Haikai do Ódio”
Odeio a falsidade
Odeio a honestidade
Aliás,  odeio tudo

“Haikai para um Natal feliz para o Walmor”
O Natal está chegando
Pessoas malas pedem caixinha
Eu peço um Caixão!

Bom, depois tem mais! Se eu estiver vivo pra escrever nessa joça, é claro.

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Como trabalhar para um idiota – Parte 2

Pois é. Conforme prometido, vou divagar mais um pouco sobre esses imbecis que importunam nossa vida também conhecidos como chefes.

Lembrei-me agora de um outro tipo muito peculiar, o qual eu costumo chamar de “chiliquenta”.

O chefe “chiliquenta” é uma pessoa mal resolvida. Provavelmente tem problemas pessoais sérios. É uma pessoa sem amigos e, talvez, infeliz. Ao mesmo tempo, acha que é superior aos seus subordinados e, por isso, acha que tem o direito de usar tons de voz mais elevados para estabelecer a comunicação com a equipe.

Normalmente, o chilique acontece quando esse chefe já vem sofrendo uma pressão dos superiores dele. Desequilibrado como ele é, fica só esperando o momento de passar pra frente o nabo que acabara de levar. E eis que chega o momento: você faz algo que ele – ou ela – não considera de seu agrado e começa o chilique. É um ataque histérico sem pausas. Agudos que doem aos ouvidos são emitidos constantemente. É um misto de rodar a baiana com soltar a franga. Um verdadeiro show. Não adianta nem você tentar dizer alguma coisa, pois nesse momento esse chefe já está fora de si. Surdo e vermelho de raiva.

A melhor coisa a fazer nesse momento? Saia de perto pra não voar baba em você. Vá tomar um café e deixe o chefe “chiliquenta” chilicando sozinho. Ou mande-o pro raio que o parta!

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Como trabalhar para um idiota

chefe

Estava eu vasculhando uma livraria na internet quando me deparei com um livro que me chamou a atenção pelo título sugestivo e auto-explicativo: “Como trabalhar para um idiota”. Incrível! Pensei comigo: taí uma questão relevante e que realmente faz parte  da vida da maioria das pessoas, com exceção daquelas que são os próprios chefes idiotas.

Apesar de achar muito interessante, eu não comprei o livro, já que eu não tenho que aturar chefe algum, pois sou aposentado, e também porque eu sei muito bem todas as respostas para essa questão. Mas caso esse não seja o seu caso, vou tentar te passar um pouco da minha sabedoria.

1. Chefes idiotas são pessoas idiotas.É isso mesmo. Se ele é um chefe idiota, é porque ele já é uma pessoa idiota. Faz parte da natureza dele. Por isso, não seja amigo dele! Pense bem: pra que ser amigo de um idiota? Você não ia querer ter um idiota no seu círculo de amizades, por isso, não seja amigo dele. Fale o necessário, responda o que lhe for perguntado e despreze essa pessoa. Não puxe o saco dela! Não faça média! Jamais faça média! Tenha uma relação de chefe e subordinado. Ele pede, você faz. Ele pergunta, você responde. Aos poucos, ele vai notar que você não se abala tanto com o fato de ele ser um idiota e vai te respeitar mais e, quem sabe, vai ser até menos idiota.

2. Não pisa no meu calo que eu não pisei no seu. Que o cara seja um idiota, tudo bem, já que quase todos os chefes são assim, não tem jeito. Mas uma coisa que deve prevalecer é o respeito. Não existe trabalho que valha a pena ter que aceitar o desrespeito de um idiota. Nas redações de jornais que eu trabalhei, jamais deixei algum chefe faltar com o respeito com a minha pessoa. Quer reclamar, tudo bem? Quer ficar putinho, tudo bem. Mas me respeite! Teve um que veio dar pitizinho sem razão. Levou um apavoro que ficou pianinho pra sempre. Eu sempre peitei esses babacas. Se ele baixava o nível, eu baixava também. Falava mais alto que ele e dava um apavoro ainda maior que o dele. Em todos os casos, esses babacas ficaram pianinhos, passaram a me respeitar e nunca mais vieram com essas atitudes pra cima de mim. É isso que eu falo: você não é uma mercadoria, não existe dinheiro que pague ter que aturar esses babacas. Se ele te desrespeitar, bata de frente na mesma hora. Na melhor das hipóteses, ele vai baixar a bola. Na pior, vai te mandar embora. Mas eu te digo que vale à pena. É melhor assim. Melhor perder o emprego que ter que engolir esporro daquele idiota do seu chefe.

Bom, esse assunto rende muito mais, mas eu preciso ir no banco sacar minha aposentadoria desse mês. De qualquer forma, fica a lição: Não abaixe a cabeça pro seu chefe idiota, não faça média e não aceite a falta de respeito. Espero voltar depois pra falar mais desse assunto.

Ah, e esqueci de falar: depois de aturar vários chefes idiotas, isso acabou quando eu virei um chefe! Pois é, mas eu não fui como eles. Eu não fui um chefe idiota. Eu fui um chefe…. digamos assim…. rabugento. Bem rabugento. Como eu sempre fui. Como eu sempre serei. Um rabugento por natureza!

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O meu “Dia Mundial Sem Carro”

dia mundial sem carro

O meu dia mundial sem carro foi exatamente como diz o próprio nome: sem carro! Eu contribuí para a causa e não usei o carro para me locomover por nenhum local da minha cidade. E sabe por que? Porque eu não tinha nenhum lugar para ir, oras bolas! E, por isso, não usei o carro para nada.

Até porque, a bem da verdade, eu estava cagando pra esse tal de dia sem carro. Quem inventou essa merda? Que porra é essa? Não quero nem saber quem inventou essa porcaria, porque eu seria capaz de pular no pescoço desse desocupado.

O que me irritou nesse dia foi o que sempre me irrita todos os dias: as pessoas. Eu precisei descer de manhã para comprar pão para a patroa. E tem sempre aquele pessoal simpático, bem humorado, que tem o péssimo costume de cumprimentar as pessoas e puxar papo. E foi um desse tipo de pessoa que puxou papo comigo: o “Bigode”, que é o chapeiro da padaria.

– “Bom dia,  seu Walmor! Vai trabalhar como hoje?”.

– “Eu não vou trabalhar, eu sou aposentado”.

– “Ah, tá, porque já sabe, né? Hoje é o dia sem carro.”

E eu, já indignado:

– “Dia sem carro, como assim?”

E o mané do “Bigode” no balcão:

– “Hoje é um dia que tá todo mundo deixando o carro em casa. Hoje o pessoal tá indo de ônibus, a pé, de metrô. No mundo todo”.

Foi mais ou menos isso que rolou na nossa conversa na padaria de manhã.

Agora espera aí, deixa eu ver se eu entendi: quer dizer que nesse dia de ontem as pessoas trocaram seus carros por outros meios de transporte? Mas se elas fizeram isso ontem, por que não fazem nos outros dias? POR QUE? ME FALEM AGORA! POR QUÊ? Mas é uma palhaçada mesmo, viu?! Quanta hipocrisia!

Eu acho que tinham que lançar vários outros desses dias. O Dia Mundial sem pessoas chatas! O Dia Mundial sem música ruim! O Dia Mundial sem Adolescentes Aborrecentes! O Dia Mundial sem Emos!!! Já pensou que maravilha, o dia mundial sem emos? E o Dia Mundial sem programas ruins na televisão? Podia ser todos os dias. E pra generalizar de uma vez por todas, temos que ter o Dia Mundial sem Pessoas! Já pensou que bom? Um mundo sem pessoas será um mundo feliz. Eu tenho certeza disso.

Bom, eu pude perceber, enquanto minha mulher assistia aqueles programas de dona de casa à tarde, que esse era o assunto do dia. Não se falava em outra coisa. Mas, felizmente, esse dia passou. Acabou.

E agora chega de conversa que eu vou curtir o Dia Mundial Sem Carro. Espera aí, mas esse dia foi ontem. Pois é, mas pra mim é hoje também. E amanhã também. E depois de amanhã. Para mim, é todo dia. Carro é só para quem sai de casa. O que não é o meu caso. Aliás, bem lembrado. Eu precisava esquentar um pouco o motor do meu Karmann-Ghia velho. Faz tempo que eu não ligo o danado e tiro da garagem. Não pode ficar tanto tempo assim. Inclusive, olha aí a foto mais recente que eu tirei dele. Acho que foi em 73.

karmann_ghia

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Vivendo e aprendendo

Por mais que eu seja um velho e que já vi quase tudo nessa vida, eu sei que eu não sei tudo. E sempre aparece uma bizarrice nova para me surpreender, me revoltar e, muitas vezes, por que não, me entreter.

Digo isso porque conheci recentemente algo que eu não conhecia e que eu achei uma grande besteira, mas uma grande besteira divertida.  Trata-se do HAIKAI.

Mas aí você me pergunta: o que é Haikai?  De acordo com a minha empoeirada enciclopédia Barsa, Haikai é um tipo de poesia de origem japonesa que valoriza a concisão e a objetividade. Deve ter 3 linhas. Tem algumas outras regras, e seu formato varia um pouco do Japão para o Brasil.

Um dos estilos de Haikai adotados por aqui determina que a terceira linha rime com a primeira. Olha só um exemplo do Haikai brasileiro:

primeira folha de outono
no chão começa
o meio do ano
”  – Alice Ruiz

Outros Haikais não precisam nem de rimas. Veja só:

Dia de Finados
Formigas carregam
Pétalas que caem
” – Jorge Lescano

Nessa minha pesquisa sobre esse assunto, descobri que o Haikai é um enorme sucesso e um dos motivos é o seguinte: qualquer pessoa pode fazer um Haikai. Ele pode fazer aflorar o poeta que você nem sabia que existia em você. É por isso então que lanço, a partir de hoje, o Haikai do Walmor – Para o seu dia ficar muito mais rabugento. Vamos lá então a algumas das minhas primeiras criações. E espero sempre que possível postar mais algumas por aqui:

HAIKAIS DO WALMOR – PARA O SEU DIA FICAR MUITO MAIS RABUGENTO

Ar poluído
São Paulo é caos
Buzina no ouvido

Mais um:

Banco lotado
Problema é seu
Sou aposentado

E mais um então. Agora sem rima:

Pessoas nas ruas
Pra mim tanto faz
Queimem no inferno

Olha só! Gostei desse negócio de Haikai. Acho que ele despertou a veia poética que existe dentro de mim. Vou praticar mais. E se você quiser, escreva seu Haikai aqui também. Pode ser até pra me xingar. Pra mim tanto faz, afinal de contas:

Pessoas chatas
Escrevem em blogs
Caguei pra todas elas

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O sonho acabou…

sonho

Pois é. Antes fosse o sonho da padaria. Mas o que acabou mesmo foi esse período incrível de férias em Acapulco. Apesar de eu ter uma boa aposentadoria, não dá pra eu ficar morando em um hotel, uma hora o dinheiro acaba.

Nesse período lá no México pude refletir o quanto não sinto a menor falta do meu país, o Brasil, e da minha cidade, São Paulo. Está tudo indo de mal a pior. Em todos os aspectos.

E nesse tempo, pude lembrar também o quanto eu não tenho de saco com o ser humano. Ô raça chata viu? Será que as pessoas não podiam ser como os animais? Não falam, não lêem, não escrevem, não me amolam. Vocês já repararam: os animais não fazem muita coisa. Praticamente só procuram por comida e dormem. Perfeito! E não abrem a boca pra falar besteira ou sentam para escrever amolações na internet.

Digo isso porque tem uns malas me amolando aqui no site, como vocês podem ver nos comentários dos tópicos sobre o Michael Jackson e no tópico “É legal ser chato ou é chato ser legal”. Vão pentear macaco, seus malas! Aliás, boa ideia!!! Acho que vou pentear macaco também. Adoro os símios!! Eles são os humanos sem as partes chatas!! Perfeito!

macaco

Ah, e antes que eu me esqueça: minha aposentadoria está mais polpuda ainda! Fui contratado pelo Site da Firma para ser colunista deles. Tem o link aqui na barra lateral do site. Estou escrevendo por lá a coluna “É a Maior Putaria do Brasil”, sobre tudo que acontece de errado e me emputece no Brasil. Lá, eu falo mais de um lado político e social. Aqui, no Diário de Um Rabugento, o lance é mais pessoal. Bom, e chega de conversa. Vou desfazer minhas malas da viagem e… vou pentear macaco que eu ganho mais.

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Divagações de um aposentado de férias em Acapulco

Ligeirinho

Ai caramba! Cada vez mais percebo como as pessoas aqui no México falam igual ao Ligeirinho, aquele ratinho matreiro do desenho animado. As pessoas falam de uma maneira muito engraçada. Muito rápida e engraçada. Não sei é por causa dessa tal La Mota, mas é só o pessoal começar a falar que eu já fico imaginando que estou conversando com o Ligeirinho.

E por falar em Ligeirinho, já me lembro de uma das coisas que me faz lembrar do Brasil e que me empolga ainda mais a me mudar de vez aqui pra Acapulco.  O trânsito. Não tenho nem um pouco de saudades daquela porcaria. Mesmo eu não pegando muito trânsito na vida, já que eu não saía de casa quase pra nada.

Não sei se é impressão minha mas parece que as pessoas começaram a ter orgulho do trânsito. O pessoal entrou numa filosofia de que já que não tem como vencê-lo, junte-se a ele. E então as pessoas passaram a aceitar passivamente a realidade do trânsito. E passaram a achar que isso “faz parte”.

ISSO FAZ PARTE? FAZ PARTE DO QUE? FAZ PARTE DA BURRICE QUE ASSOLA AS SUAS CABEÇAS!!! COMO ASSIM, FAZ PARTE? SEU BANDO DE CONFORMISTAS!!!

Como pode? Aceitar essa situação com tanta naturalidade? E parece até que as pessoas tem orgulho. Chegam em algum lugar e falam: “Hoje bateu o recorde do ano. Foi o maior trânsito que eu já vi. Fiquei duas horas parado na Marginal”.

Que absurdo! É por essas e outras que nesse momento estou bem longe de vocês. À beira da piscina aqui em Acapulco. E vocês, enquanto forem essas pessoas conformadas e burras, garanto que nada vai mudar. Cadê a pressão em cima desses políticos de merda? Cadê o poder da opinião pública? Os políticos brasileiros nunca tiraram tanto com a nossa cara. Está ridícula essa situação.

E o que fazer pra mudar isso? Sei lá. Isso é problema seu. Eu não pego trânsito e por isso não tenho do que reclamar. E nem do que me orgulhar.

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