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Os tempos, ah, eles estão mudando…

Acho que toda pessoa, de tempos em tempos, sofre uma pequena crise de nostalgia.

E essa nostalgia acometeu a minha pessoa nesses dias, quando estava eu ouvindo um pouco de Bob Dylan e sua maravilhosa música “The Times They Are A Changing”.

Já disse aqui nessa joça que Bob Dylan é um dos meus poucos ídolos. Nunca vi um músico tão rabugento e ranzinza. Posso dizer até que ele é perfeito. Mas vamos ao que interessa, que é o assunto desse meu texto: a nostalgia.

Eu sou de um tempo em que tudo acontecia no Centro de São Paulo. Os cinemas na Avenida Ipiranga, as casas de chá para ir com a namorada à tarde, os encontros de jovens na Rua Augusta, a turma da Tropicália infernizando nos hotéis da Avenida São João. Lembro até que foi no Centro de São Paulo que chegou a primeira escada rolante do país. Era uma grande atração.

Hoje, o que vemos nesses locais? Nóias fumando crack no centro da cidade, garotos roqueiros bêbados e andróginos lotando a Rua Augusta e os Emos, muitos Emos por todos os lados. Antes, cruzávamos com Caetano, Gil, Tom Zé, Mutantes e Cauby pelas ruas do Centro. Hoje, vemos Emos, Nóias, pessoas com pressa esbarrando umas nas outras e desempregados em geral.

Eu sou de um tempo em que o futebol era bonito de se ver, o carnaval não era uma putaria e a televisão passava o seriado Vigilante Rodoviário, a novela Beto Rockfeller, e o Mazzaropi tinha um programa de humor.

Hoje em dia? Nem sei o que passa, me recuso a ver tanta baixaria. A televisão acabou pra mim depois que o Alborghetti saiu do ar e o Pedro de Lara morreu.  Às vezes assisto a um pouco de Shoptime, pois a única coisa que gosto de ver são esses programas de televendas.

Eu sou de um tempo em que pedíamos a garota em namoro, demorávamos meses até o primeiro beijo, e pedíamos a mão dela em casamento para o pai, que sempre perguntava quais eram os dotes que você tinha para oferecer.

Hoje em dia? Como diria o Alborghetti, É A MAIOR PUTARIA DO BRASIL! A MAIOR PUTARIA DO BRASIL! Não preciso nem entrar em detalhes sobre a prosmicuidade que impera nos tempos atuais.

Eu sou de um tempo em que o celular, a internet, o GPS e o Twitter não existiam. E a gente conseguia viver mesmo assim! Hoje, parece que ninguém vive mais sem essas coisas. Apesar que eu não tenho e jamais terei Twitter e todas essas coisas relacionadas a redes sociais, pois não quero me socializar com ninguém nesse mundo. Já lido com a minha mulher e com meu papagaio e é mais que o suficiente. Quanto à internet, acho útil pois posso pagar contas e fazer compras sem precisar ir pras ruas e ver outras pessoas.

Eu sou de um tempo bom que não volta mais. Tempo em que os comerciais chamavam “reclame” e eu achava Gomex pro meu cabelo em qualquer vendinha de esquina. Hoje em dia? Como é difícil achar Gomex pra comprar…

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Respeito é bom… e conserva os dentes no lugar

Essa meninada juvenil anda perdendo o respeito pelos mais velhos… Eu não sei por que cargas d’água, mas os jovens gostam muito de mim. Talvez seja por toda a sabedoria de vida que tenho acumulada. Mas o fato de eu dar liberdade pra essa juventude escrever comentários no meu site e entrar em contato virtual comigo está fazendo com que eles percam o respeito pela minha pessoa.

Um desses meus fanzinhos veio me abordar na rua no domingo e ficou me torrando a paciência… Disse que fez um podcast e que tinha uma homenagem a mim… O mala aproveitou e me passou o link de onde estava esse podcast (até então eu nem sabia o que era esse tal de podcast).

Enfim, fui até o site ver do que se tratava e não entendi muito bem. O cara fez um arquivo de várias músicas de rock. É tanta barulheira junto que na verdade eu nem posso chamar aquelas coisas de música. Mas aí, no final, apareceu um tal de “Walmor Salgado’s Mix”. Fui ver do que se tratava e vi que esse tal “mix” em minha homenagem era uma mistura de uma música do Bob Dylan com um cantor chamado Marilyn Manson. Nunca tinha ouvido falar desse músico, então fui pesquisar no google e vi que se trata de uma verdadeira aberração da natureza.

Não gostei nem um pouco dessa homenagem e fiquei sem entender. Será que essa mixagem de músicas foi feita com o meu o nome pois o autor quis dizer que eu sou uma mistura de Bob Dylan com Marilyn Manson?

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Bom, se você quiser fazer o download desse tal podcast, vá até o site dessa meninada. Chama-se Site da Firma. Pra mim, eles não passam de um bando de fumetas e badernistas. Se eu pego esse cara que fez essa homenagem pra mim, não responderei por meus atos.Ele vai conhecer, da pior maneira, meu passado de boxeur amador dos anos 60.

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Top 10 do Walmor – 8o. Lugar

A incrível lista das pessoas que Walmor Salgado mais gosta no mundo

8o. Lugar – Bob Dylan

Bob Dylan é o rabugento em pessoa. Desde o começo de sua carreira tratava mal os jornalistas. É isso aí, Bob, não dá moleza pra esses malas!!

Bob Dylan é um grande precursor no mundo da música. Afinal, ele foi o primeiro a realmente ser grosseiro com a imprensa. Não tinha a menor paciência praquelas mesmas perguntas. E respondia o que realmente pensava, sem se preocupar se a outra pessoa ia gostar ou não. Mais ou menos como eu faço.

Bob Dylan é um gênio. Inventou histórias, criou uma história fictícia de suas origens, pra enganar a mídia. Cada vez aumentava mais alguma coisa, sempre inventando a sua própria história. E, depois de muito tempo, riu da cara desses imbecis que acreditaram. Genial!

Bob Dylan é quase um ermitão. Quando cansou-se da amolações da indústria musical, da mídia e de seus baba-ovos, ele se isolou da civilização. Citou um acidente de moto (em que até hoje muita gente  não acredita) e aproveitou pra sumir do mapa. Por muitos anos. Bob Dylan simplesmente desapareceu por quase toda a década de 70, e só depois reapareceu.

Bob Dylan não está nem aí pra nada. Nem pros fãs. Que atitude pode ser mais autêntica que essa? Bob Dylan altera seu repertório em todos os shows, muda totalmente a cara de suas próprias músicas, e diz que não pode se preocupar em fazer o que os fãs querem e, sim, com o que ele mesmo quer.

Bob Dylan não tem mais voz pra cantar, ficou com a voz de taquara rachada, e mesmo assim faz shows, grava discos, e não está nem aí. E se você comprar o disco ou for ao show e não gostar, provavelmente ele vai dizer que isso é problema seu. Mais perfeito impossível. 

Com tudo isso, às vezes me pergunto: será que Bob Dylan é Deus?

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