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Tortura nunca mais!

Tudo começou devido ao vício. Sim. Já sou um tiozinho e, como todos os mortais, tenho meus vícios. Um deles: o pistache. Não vivo sem pistache, da mesma forma que meu papagaio não vive sem semente de abóbora. Passamos o domingo inteiro na minha biblioteca curtindo nossos prazeres. Ouço meus LPs de Noel Rosa e Noite Ilustrada e como meus pistaches, enquanto o Alberto (o papagaio) chacoalha a cabeça e come suas sementes. Mas voltando ao início do post, tudo começou devido ao vício.

Meu pistache acabou. Minha primeira alternativa é sempre comprar pela internet, pra não precisar sair de casa. Entrei no site do supermercado do Abílio Diniz mas não fui bem sucedido. Pelo horário da compra, só iriam entregar no dia seguinte, e eu não podia esperar. Eu pensei, pensei, avaliei, relutei, mas não teve jeito: eu fui ao supermercado!

O movimento era enorme. Pessoas com listas com nomes de crianças conferindo se já compraram presentes pra todas elas. Que absurdo! Muita gente, pra todos os lados. Comprando brinquedos, comprando panetones, comprando nozes e frutas cristalizadas. Um tumulto. E eu só queria o meu pistache. Mas não foi essa muvuca natalina que me incomodou. A tortura veio lá de cima. Dos altos falantes. O que eu tanto temia: o cd de músicas natalinas. Tocava aquela música: “Então é natal…”. E aí tocava outra. Aí tocava um cover do George Harrison (uma heresia fazer isso com o melhor integrantes dos Beatles), tocava um outro cover de What A Wonderful World, mais uns dois temas de natal…. e começava tudo de novo!! O cd voltava pro início e começavam as mesmas músicas. Devido ao tamanho da fila, passei pela tortura de ouvir umas 3 ou 4 vezes as mesmas músicas. Que sofrimento. Como são irritantes. Me deu vontade de procurar a sala de controle e sair quebrando tudo. Não imaginei que uma ida ao mercado seria uma tortura tão grande.

Já citei aqui no blog várias coisas que me irritam no natal. Mas cheguei à conclusão que a pior coisa do natal são mesmo as músicas natalinas. Você concorda comigo? Isso é muito ruim. Ruim de doer. De doer no coração. De doer no cérebro e na alma. Já decidi. Jamais sairei de casa de novo pra algum centro de compras em época de natal. Mesmo se o vício me mandar. Serei forte e resistirei. A não ser que vocês me ajudem. Alguém sabe se já inventaram um tampão de ouvido que realmente funciona?

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A arte do apavoro

Pois é, inventei de entrar pra esse tal de blog e já fiquei, como diria meu ídolo Alborghetti, puto da cara. Pô, só agora que eu comecei é que me falaram que eu tenho que atualizar esse troço todo dia, senão as pessoas param de ler. Que saco. Blog é coisa de quem não tem o que fazer. Se bem que esse é o meu caso. Se eu tivesse o que fazer, não teria tempo pra escrever nessa joça. Mas aí você pensa: “mas o que esse cara chato faz da vida?”. Eu fico procurando coisas pra poder implicar. É só algum carro buzinar na frente da minha janela que eu já saio pra xingar. No ônibus ou no metrô, eu fico torcendo pra algum zé-mané ficar parado na frente da porta, só pra eu poder dar uma de estúpido: “ô, caralho, olha a passagem de gente, porra!!”… Já nos fins-de-semana, eu gosto mesmo é de apavorar a molecada que joga bola na frente da minha casa… Legaaaaaalllll… Como é legal dar um apavoro nas crianças… Mais uma vez, incorporo o Alborghetti e saio na janela já com sangue nos olhos e muito ódio no coração: “Puta que pariu!! Vocês vão ficar jogando essa porra dessa bola na porra do meu portão na porra de um domingo que foi feito pra descansar? Eu vou ter que arrancar o fígado de um filho-da-puta pra acabar com essa porra aqui na frente da minha casa!!”… E olha, funciona… A molecada vai jogar em outro lugar e eu fecho a janela bem mais calmo… Ahh, como é bom ser rabugento. E você, já apavorou alguma criança chata hoje?

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