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Um dia de fúria!

No post anterior falei sobre a ojeriza que eu tenho de praia. Mas eu não odeio apenas as praias. O fato é que as férias são capazes de nos proporcionar vários desses momentos desagradáveis. Meus filhos já foram crianças um dia, e lembro-me que, numa certa época, o que eles mais queriam era conhecer a Disneylândia.

– Um parque de diversões? O maior parque de diversões do mundo? Vocês só podem estar brincando comigo!! – Foi o que eu disse na época pra molecada.

Era só o que me faltava. Eu, Walmor Salgado, o rei do mau humor, ir a um lugar também conhecido como parque de diversões. Mas, enfim, vocês sabem como é. A gente é pai e é difícil mesmo falar não pra criançada. E eis então que, num período de férias muito tempo atrás, partimos pra Disney.

disney98
Chegando lá, já dou de cara com um letreiro gigante: “Onde os sonhos se tornam realidade”. Pra mim, aquilo não tinha nada de sonho. Era o começo de um pesadelo. Comecei a andar dentro do tal parque e as crianças queriam ir nos brinquedos. Fomos a uma montanha russa gigante. Ô negócio grande, viu? Só esqueceram de avisar o pessoal que é bom não entrar de barriga cheia nesses lugares. Logo no primeiro looping, uma menina começou a passar mal e vomitou lá de cima. Respingos de vômito caíram no meu terno xadrez e aquilo já estragou meu dia.

Depois fomos em outros brinquedos e achei todos eles muito imbecis. Tinha um cinema em 3D que ficava chacoalhando a cadeira pra dar sensação de ser real. Em mim só deu uma baita dor nas costas. E aí depois tinham os desfiles. Tipo aquelas paradas civis. Meio tipo desfile de carnaval. A maior babaquice que eu já vi na vida. Nem tirei fotos pra não gastar dinheiro de filme e de revelação.

Mas se tudo já ia mal, no fim só piorou. Estava eu distraído, olhando para um pássaro verde que descansava sobre um banco, quando o Pateta chegou perto de mim. Eu não percebi que ele estava vindo e levei um baita de um susto. Que susto que eu levei! Ele emitiu um som meio estúpido, acho que era uma saudação feliz, e aquilo me irritou profundamente. Pra completar, ele ainda pisou no meu pé sem querer. Eu já estava odiando aquele dia no parque, e isso foi a gota d’água. Quando dei conta de mim, já estava correndo atrás do Pateta. Ele achou que era alguma brincadeira e saiu correndo e agitando os braços. E ele dava uns chutinhos no ar enquanto corria. Como se fosse um palhaço de circo. Mas eu não estava brincando. O negócio era sério. Quando alcancei o Pateta, enchi ele de safanões. Demorou um pouco, mas ele percebeu que aquilo não era uma brincadeira. Eu estava mesmo era socando aquele imbecil. Dei tanto safanão que acabou caindo a cabeça dele. E, por trás daquela cabeça de Pateta, havia um homem com cara de imigrante cubano. Continuei socando e as crianças, horrorizadas, começaram a gritar. Elas não entendiam direito. Por que aquele homem estava batendo no Pateta? E porque apareceu uma outra pessoa dentro daquela fantasia?

Só sei que depois de um curto período de tempo, apareceram vários seguranças, que me carregaram pelos braços e me levaram pra uma salinha muito estranha. Tiraram fotos de mim e falaram que iam deixar registrado lá pra eu nunca mais entrasse em nenhum dos parques do complexo Disney World. Falaram que a partir daquele momento eu era uma persona non grata. Yes!!! Consegui o que queria!! Agora, nem que meus filhos queiram, nem se eu ficar louco e quiser ir pra lá, eu não poderei mais entrar!! Perfeito!! Parque de Diversões nunca mais!! Esses lugares deveriam se chamar Parque de Tortura!! Tanto física quanto psicológica. Mas não importa. Isso é tudo coisa do passado. O que importa é que eu sou Walmor Salgado. O cara que, um dia, socou o Pateta!!

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