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Serviços de Utilidade Pública

Eis que essa joça chegou às 3 mil visitas. Muitos aqui são leitores cativos, ou melhor, são paga-paus da minha ilustre e rabugenta pessoa. Outros tantos visitantes são pessoas que digitam frases ou palavras na busca do Google e acabam parado aqui no site. E é cada vez mais engraçado ver as dúvidas que as pessoas querem tirar na internet e as fazem parar aqui. Por isso, compartilho agora alguns dos termos mais legais que foram redirecionados para o Diário de Um Rabugento:

 – hitler

– tenho um amigo que enche o saco

– como lidar com um homem rabugento

– resposta para folgados

– franjas de emo

– o problema do planeta

Não é mesmo sensacional. É por essas e outras que esse site já se autoproclamou o melhor guia de auto-ajuda da Internet. E se você também quiser tirar essas ou outras dúvidas, passe por aqui. Mas, por favor, não encha o meu saco.

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É legal ser chato ou é chato ser legal?

arma

Oi! Você aí! Tem uma arma pra me emprestar? Pode ser aquela mesma que você deixa embaixo do banco do carro pra caso você arrume uma briga no trânsito. Mas tem que ser revólver de verdade. Três Oitão. Uma quadrada. Tanto faz.

Mas calma aí!!! Eu não estou querendo matar ninguém. Eu quero é pra mim mesmo. Chega! Cansei disso tudo! E o melhor jeito de eu me livrar de uma vez por todas de toda a chatice do mundo é eu partir dessa pra melhor. Porque sair exterminando a população inteira vai dar um pouco de trabalho demais!

Caramba! Como tem gente chata nesse mundo!! Não sei como vocês aguentam! Eu não aguento! É gente chata que não acaba mais! E vou aqui citar alguns exemplos:

Gente que fala demais: Bom, isso se aplica principalmente às pessoas do sexo feminino. Me diga, porque as mulheres precisam falar tanto. Eu faço uma pergunta e quero receber apenas uma resposta. E não uma explicação interminável, que já é emendada num desabafo de seus problemas pessoais e acaba se tornando um grande monólogo sem pausas para respiro. É por isso que eu adotei a estratégia de simplesmente não perguntar mais nada. Pra ninguém. Se eu não sei uma coisa eu procuro pesquisar pra saber a informação. Se não tiver como ver na minha coleção da enciclopédia Barsa ou no Google, eu simplesmente fico sem saber. Afinal, se é algo que eu nunca soube, provavelmente nem é tão importante assim pra mim. E vamos ao próximo exemplo:

Gente que reclama demais: Ei, ei, ei!! Calma aí!! Esse exemplo não se refere a mim!! Eu não reclamo!! Eu simplesmente relato o que me incomoda. E esse é um dos casos. Caramba! Como as pessoas reclamam. Reclamam de tudo. O tempo todo. Reclamam que o patrão não presta, que o dinheiro não dá pra nada, que fulana é uma falsa, que o trânsito está horrível, que o governo não faz nada. As pessoas reclamam tanto que, se você reparar bem, aquela pessoa mala que te enche o saco todos os dias consegue reclamar de todos os tipos de clima. No dia em que estiver muito sol ela vai reclamar. No dia em que estiver muito frio também. A mesma coisa quando chover. Que chatice é a vida dessas pessoas. Viver e reclamar. Definitivamente, não é o tipo de vida que eu quero levar.

Gente folgada: Essa é uma das piores sub-espécies da raça humana. As pessoas folgadas. Aquelas que entram na sua frente no trânsito fingindo que não está te vendo. Aquelas que, se puderem furar uma fila, vão sim furar. Aquelas que de uma maneira ou de outra querem se dar bem de uma maneira não muito ética. Mas pra essas pessoas eu tenho uma solução. A minha bengala na cabeça delas. Já fiz isso muitas vezes, desde quando eu era jovem e bom de briga.

Gente que só critica: Essa é uma das espécies que talvez ocupe um dos postos mais altos na escala das gentes chatas do mundo. Também conhecida como gente que não faz. Você toma a iniciativa de pintar a sua casa, a pessoa vai lá e critica. Você escreve um artigo para um jornal, a pessoa vai lá e critica. Você resolve fazer alguma boa ação, a pessoa vai lá e critica. Que saco!! Por que, em vez de criticar tanto, essa pessoa não começa a ter mais atitude? Se meu amigo Alborghetti não estivesse longe de mim, chamava ele pra dar um jeito nesses malas.

Bem, vou parar por aqui porque senão ninguém vai aguentar ler isso tudo. Enfim, é por essas e outras que eu realmente não aguento mais esse mundo em que vivemos. Acho que nem mesmo me isolar no alto da montanha pode ser a solução. E, como disse no começo, exterminar a população inteira vai dar trabalho demais. Acho que a solução mais prática é eu ir embora desse mundo de uma vez. Mas espera aí!! Eu não posso!! Tenho meu papagaio pra cuidar. E esse site pra atualizar!! E meus discos do Cauby e dos Beatles pra escutar!! Pois é. O jeito é continuar nesse mundo de merda. Mas sempre isolado. Sempre escondido! Até o dia em que minha hora chegar. Será que falta muito?

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A Sutil Arte de Fazer Inimigos

Eu li em algum lugar – ou alguém me falou – de um papo entre alguns jornalistas da minha geração, que um homem que se preza deve ter inimigos. E eu concordo plenamente. Se você não tem inimigos, alguma coisa está errada. Se você não tem inimigos,  é porque você é um bunda mole. É porque você aceita tudo que acontece no mundo. Calado. Sem pestanejar.

Mas não ache que você pode mudar essa situação do dia pra noite. E chegar amanhã e dizer: “a partir de hoje, terei inimigos”. Ter inimigos é uma arte. É um jogo de estratégia e raciocínio. Como uma partida de xadrez. Eu fui colecionando muitos inimigos ao longo da minha vida.

Comecei na escola. Desde pequeno, não deixei me intimidar pelos grandões que queriam tirar sarro da minha botinha ortopédica e do suspensório que meus pais me obrigavam a usar. Sempre que alguém vinha me aporrinhar, já metia bica com minha bota ortopédica e usava o suspensório como arma pra atacar aqueles otários. Não teve um que deu conta de sair na porrada comigo.

No trabalho, fui obrigado a apavorar alguns chefes folgados. Não é porque eles eram meus chefes que podiam me humilhar ou faltar com a educação com a minha pessoa. Na primeira patada que eu levava, já respondia com outra patada. E se a hostilidade continuasse, eu lembrava da minha avó, que sempre me dizia: “quando as palavras não bastam, só a violência resolve”. Foi o que eu pensei antes de jogar a máquina de escrever na cabeça de um desgraçado e ser demitido por justa causa. Mais um inimigo pra lista. Mas com a minha honra intacta.Depois colecionei mais alguns inimigos. No condomínio, nas ruas, na internet e em tudo que é lugar que você possa imaginar.

Mas cheguei à conclusão de que ter inimigos é bom. Eles não te telefonam, não te procuram, não pedem dinheiro emprestado. Eles não te amolam!! Muito melhor que ter amigos. Mas aí vai um segredinho do Walmor. A questão é que eu não procurei nada disso. Sempre fiquei na minha. Só esperando pra ser provocado. Assim, quem estava com a razão era sempre eu. E eu tinha a justificativa pra descer o sarrafo nesses fela-da-putas… Como eu disse, ter inimigos é uma arte. Coisa pra quem nasce com o dom. É pra quem pode, não pra quem quer!

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Como lidar com folgados….

Como esse meu site tem sido útil. O que era pra ser apenas um espaço para falar da minha rabugisse tem se mostrado, na verdade, um grande guia de auto-ajuda para as pessoas desorientadas. De acordo com o relatório de estatísticas do WordPress, muita gente acaba acessando meu site por causa de pesquisas feitas no Google. E isso me dá uma amostra muita boa do que as pessoas andam buscando. O termo pesquisado que mais direciona leitores ao meu site é “cuida da sua própria vida”. Todos os dias, várias pessoas digitam isso no Google e acabam parando no Diário de Um Rabugento. Mas a minha alegria ficou ainda maior quando vi que um dos termos pesquisados hoje no Google e que foi direcionado para o meu site foi “como lidar com folgados”. É isso mesmo: “Como lidar com folgados”. Não é maravilhoso? A pessoa pergunta ao Google como lidar com os folgados e eles indicam, na pesquisa, o meu site. Isso vale mais que dinheiro, vale mais que qualquer coisa. É a satisfação de ajudar quem também não agüenta mais tanta gente mala no mundo.

Bom, mas falando agora desses sites de buscas, a verdade é que eu nunca fui adepto do Google. Até hoje, preferia consultar a enciclopédia Barsa. Ali estão, realmente, todas as informações. Desde sempre. E eu sou de um tempo em que internet, email e celular não existiam. E mesmo assim a gente conseguia viver. Mas agora eu percebi. Na Barsa eu posso pesquisar sobre muitos assuntos, mas lá não tem a resposta para perguntas do tipo “como lidar com folgados”. Mas, se você perguntar pro Google, ele vai saber te dizer. É por essas e outras que eu digo: Não tem jeito, às vezes a gente tem que dar o braço a torcer e se render às novas tecnologias.

E quando você também estiver com qualquer problema sobre lidar com folgados e com todas as chatices do mundo, visite o Diário de um Rabugento. Leia tudo com atenção. Mas por favor, não me encha o saco. Pois eu sei como lidar com malas. E, muitas vezes, isso acaba mal.

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