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Top 10 do Walmor – mais um músico…

A incrível lista das 10 pessoas que Walmor Salgado mais gosta no mundo

7o. Lugar – Rubinho do Quinteto do Jô

rubinho
Esse eu acho que ninguém lembrava mais. Mas eu jamais me esqueci. Rubinho, o guitarrista barbudo do antigo “Quinteto Onze Meia”, do programa do Jô Soares. Rubinho, o homem que não sorria. Só por isso, ele já merecia o prêmio de honra desse meu ranking.

Aquele mala do Jô Soares ficava fazendo piada com ele, tirando sarro, mas ele não ria e nem sorria. Mas o olhar dele dizia tudo. Era um olhar de desprezo e de raiva. Um olhar de quem está mesmo é com vontade de enfiar a mão na cara desse mané. É isso aí, Rubinho. A gente não é palhaço de circo e não tem porque ficar rindo a toa. Comigo é assim também. Posso assistir filme de comédia, ouvir uma piada, uma história engraçada, mas eu não dou risada. Quer dizer, quando eu vejo algum mané se ferrando, levando um tropicão na rua, essas coisas, eu acabo rindo sim. A verdade é essa. Eu adoro de rir da desgraça alheia.

Mas o mestre Rubinho não. Nem da desgraça alheia ele era capaz de rir. Parecia que ele tinha mesmo era ódio de tudo. E no fim, Rubinho se corroeu tanto, mostrou tanto desprezo pelas piadas que faziam com ele, que acabou morrendo. Pelo jeito, não agüentou de tanto desgosto. Acho que se eu tivesse que aturar um gordo mala fazendo piada comigo o tempo todo ia acontecer o mesmo. Talvez eu enfiasse uma bolacha naquela cara redonda. E não é bolacha de comer. É bolacha com a mão aberta. Daquelas que deixam a cara vermelha.

Rubinho, é isso aí. A vida não foi feita pra sorrir. Você sabia das coisas, grande mestre do mau humor. Quem sabe um dia eu chego lá. Ou morro antes de desgosto.

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A arte do apavoro

Pois é, inventei de entrar pra esse tal de blog e já fiquei, como diria meu ídolo Alborghetti, puto da cara. Pô, só agora que eu comecei é que me falaram que eu tenho que atualizar esse troço todo dia, senão as pessoas param de ler. Que saco. Blog é coisa de quem não tem o que fazer. Se bem que esse é o meu caso. Se eu tivesse o que fazer, não teria tempo pra escrever nessa joça. Mas aí você pensa: “mas o que esse cara chato faz da vida?”. Eu fico procurando coisas pra poder implicar. É só algum carro buzinar na frente da minha janela que eu já saio pra xingar. No ônibus ou no metrô, eu fico torcendo pra algum zé-mané ficar parado na frente da porta, só pra eu poder dar uma de estúpido: “ô, caralho, olha a passagem de gente, porra!!”… Já nos fins-de-semana, eu gosto mesmo é de apavorar a molecada que joga bola na frente da minha casa… Legaaaaaalllll… Como é legal dar um apavoro nas crianças… Mais uma vez, incorporo o Alborghetti e saio na janela já com sangue nos olhos e muito ódio no coração: “Puta que pariu!! Vocês vão ficar jogando essa porra dessa bola na porra do meu portão na porra de um domingo que foi feito pra descansar? Eu vou ter que arrancar o fígado de um filho-da-puta pra acabar com essa porra aqui na frente da minha casa!!”… E olha, funciona… A molecada vai jogar em outro lugar e eu fecho a janela bem mais calmo… Ahh, como é bom ser rabugento. E você, já apavorou alguma criança chata hoje?

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