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Esses jovens…

jovens

Nessas minhas andanças por esse mundo velho sem porteira, muitas coisas que observo me geram muita reflexão. E uma das coisas que me leva a refletir muito são esses seres que nem são crianças e nem são adultos: os jovens!

O que leva os jovens a serem tão ridículos? Digam-me, ó chatos leitores! Por que os jovens são assim?

Nas poucas vezes em que tiro meu Karmann-Ghia da garagem e saio pelo trânsito da cidade, noto algumas peculiaridades. Uma delas: agora as pessoas têm aparelhos de DVD nos carros!! Como assim? Carro não foi feito pra dirigir? DVD não foi feito pra assistir em casa? O mundo está ficando muito louco mesmo! E normalmente esses DVDs em carros são acompanhados também de autos falantes que, fazendo jus ao nome, tocam num volume muito alto mesmo! Até aí tudo bem, não me importaria muito já que quase nunca saio pelas ruas. Mas o problema são as músicas que esses jovens colocam pra tocar! Normalmente é Funk Carioca!! Ou algum pagode!! Ou alguma música artificial muito estranha cheia de graves e de batidas sintetizadas (ah… minha mulher está falando que isso se chama música eletrônica, eu não sabia…).  Será que não podiam, pelo menos, ouvir alguma música boa? Um Dick Farney ou um AGnaldo Rayol por exemplo?

E aí pude reparar também que esses jovens gostam também de se reunir em postos de gasolina!! Como assim? Posto de gasolina não foi feito pra abastecer os carros?? E aí a rapaziadinha já une o inútil ao desagradável e aproveita pra deixar o porta malas do carro aberto e liga seus potentes sons em volume ensurdecedor! E o pessoal fica lá, bebendo cerveja, fumando seus cigarros e rindo muito. Balada, cigarro e álcool num posto de gasolina?? O mundo está mesmo muito louco.

E aí fiquei sabendo que os jovens só gostam de ir a discotecas e bailinhos que estejam muito cheios. Quanto mais cheio melhor. Se a fila do lado de fora estiver grande, melhor ainda. É lá mesmo que querem estar. E aí pagam caro pra entrar e, lá dentro, não conseguem conversar, já que a música é tocada num volume altíssimo. Lá dentro, se esbarram uns nos outros, respiram uma fumaceira danada, pagam no mínimo dez reais numa lata de cerveja e ainda correm um grande risco de levarem uns chacoalhões dos seguranças da casa. E tem um tal de todo mundo beijar várias pessoas na mesma noite. Um pegando baba do outro. Me falaram que isso chama “Ficar”. Esse mundo está perdido mesmo.

É por essas e outras que envergonho-me dos jovens de hoje em dia. Tão fúteis, tão inúteis e com umas manias tão estranhas. Saudades daqueles tempos em que passávamos as tardes na Rua Augusta ou nos cinemas do centro da cidade e não existia essa loucura toda. E fico pensando: como serão os jovens de amanhã?? Piores ainda?? Fico pensando nesses aborrecentes que hoje são emos e daqui alguns anos serão jovens. Que medo!! É por essas e outras que espero não estar vivo pra saber como será o amanhã.

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O Pesadelo não acabou

Como isso pode acontecer? Não pode ser verdade. E eu que achava que não tinha mais nada pra reclamar sobre essa época do ano. Será que eu deveria virar um urso e hibernar por 6 meses?

Desde o final da semana passada já notei o retorno de um famoso evento dos finais de ano: as confraternizações de firma. Aquela galera enorme se reunindo em churrascarias, aquele clima de oba-oba, amigo secreto, todo mundo bebendo bastante. Um bando de badernistas. Mas enfim, normal, como sempre. Desde que essas churrascarias e essas pessoas estejam longe de mim, não vejo problema. Mas meu pesadelo aconteceu nesta noite de terça, antevéspera de Natal.

Bem perto da minha casa, acreditem, existe uma churrascaria. Bem tranqüila, não tem muito movimento, é sossegada. Mas eis que vou chegando em casa e, já de longe, noto uma grande concentração de gente. Percebo que ocorre ali uma dessas confraternizações. Mas esse pessoal… Esse pessoal estava bem animado. O barulho era alto. Realmente alto. E, na hora em que cheguei, estava rolando um karaokê. Não pode ser. Isso é tortura demais pra mim. Mas o pior ainda estava por vir. Já não bastavam os cantores desafinados e o pessoal animado cantando junto. No auge da alegria coletiva, ouço começar a tocar um grupo de pagode. O povo foi a loucura. Eeeee!!!! Quanta alegria. Aquele pagode se estendeu por algumas horas. E eu, tentando não ouvir aquela balbúrdia. Tentava não ouvir e pensava no que eu poderia fazer. Tacar uma bomba? Não, nem tenho como fazer isso. Chamar a polícia? Não tenho saco pra ligar no 190. E pensava com meus botões: “Mas hoje ainda é dia 23 de dezembro. O fim do ano não é só daqui a uma semana?”

Enfim. Pensei que talvez isso pudesse ser alguma penitência que eu tenho que pagar em vida. Algum castigo. Como de costume, tranquei-me em minha biblioteca, peguei meu saco de pistaches, e, neste dia, coloquei um disco do Nat King Cole no volume bem alto. Os graves que saiam do pagodão ainda chegavam na minha casa, mas consegui fugir um pouco daquela encheção. Durante as músicas, voltei a viajar na imaginação. Afinal, por que eu não posso mesmo ser igual um urso e hibernar por alguns meses? Seria uma boa idéia.

Acho que vou começar a praticar. O problema é escolher que época do ano eu ia querer evitar e passar dormindo. Natal? Ano Novo? Carnaval? Dia dos Pais? Dia das Mães? Dia das Crianças? Não é possível. Odeio todas. Qual será a solução? Será que eu devo morrer?

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