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Quanto mais eu rezo…

Era só o que me faltava! Eu crio um site em que disponibilizo toda a minha sabedoria e sagacidade sem cobrar um centavo, aturo um monte de gente enchendo meu saco no campo de comentários, e ainda tenho que ficar aguentando gente me cobrando que eu não atualizo o site?

Oras bolas! Desde quando eu tenho obrigação de atualizar essa joça constantemente? Eu atualizo quando eu quiser! Quando me der vontade! QUANDO EU QUISER!!!

Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma vida muito atarefada. Durante o dia, escuto meus vinis de música antiga enquanto passo espanador na minha biblioteca particular. À noite, escuto mais vinis de música antiga e tenho longas conversas com o meu papagaio. Ele só sabe falar aquelas frases que eu recomendei a vocês no post anterior e, por isso mesmo, nós temos algumas conversas divertidíssimas. Ah, sem contar o chazinho de camomila e os pistaches que eu consumo o dia inteiro. E sem esquecer também que grande parte do tempo eu passo implicando com a minha esposa. Coitada, como sofre essa mulher.

Enfim, como eu disse, eu tenho muita coisa pra fazer e, por isso, não é toda hora que eu posso parar pra escrever por aqui. Se bem que se alguém me pagasse pra fazer isso, acho que eu teria um pouco mais de ânimo pra atualizar essa porcaria. Já falei que não gosto de muitas coisas. Uma das poucas coisas que eu gosto na vida é dinheiro. Ô coisa boa!

Mas então, voltando pro assunto, olha só o que um mala escreveu no meu post anterior:

“Ei cara!
Atualize essa joça! Fazem 9 dias que vc não escreve nada novo…Foi levado pelas correntezas das enchentes e sentou no colo do capeta?!
Afff…..”
Rodrigo

Tem gente que não tem respeito mesmo! O cara me cobra e ainda manda um “afff…”

AFFF????

Affff vai ser o som de quando eu enfiar minha bengala no seu rabo! Seu moleque atrevido! Eu escrevo nessa joça quando eu quiser! Quando me der vontade! E se estiver achando ruim, sabe o que você faz? Quer saber mesmo?  VAI SENTAR NO COLO DO CAPETA!!!!!!!!  

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Lar, Doce Lar…

biblioteca-de-casa

Aaaaahhhhhh… Como eu gosto da minha casa!! Tenho dezenas de motivos pra justificar porque gosto tanto da minha casa… Mas como eu sei que o mundo é cheio de preguiçosos que não gostam de ler, não vou me estender muito no assunto.

O principal motivo pra eu gostar tanto da minha casa é que dentro dela eu simplesmente não tenho contato com outras pessoas. E isso já é um motivo mais que suficiente pra eu achar minha casa o melhor lugar do mundo. Eu fecho a porta e não preciso mais lidar com malas que nem você. Eu só preciso aturar mesmo a minha mulher, mas a coitada já teve que me aguentar por tanto tempo que eu acredito que ela não vai durar muito tempo na Terra. E tem o meu papagaio também, mas esse é o meu companheiro. Ele não me enche o saco e, quando fala alguma coisa, é imitando frases minhas, então está tudo certo. Quando estou na minha casa, chego até a esquecer esse mundo de merda em que vivemos. Como tem gente no mundo!! Mas na minha casa não. Eu me isolo de todo mundo.

Além de me isolar das pessoas, na minha casa tem tudo o que eu gosto. Os meus livros, as minhas revistas, meus recortes de jornal, meus discos, meu pistache e minha poltrona velha. Há muito tempo eu venho desenvolvendo um sistema pra que eu não precise sair de casa pra nada. Ainda não consegui executá-lo perfeitamente, principalmente por causa da burocracia do ser-humano. Esse negócio de ter que ir ao banco ou em repartições públicas pra algumas coisas é um saco. Mas ainda vou me livrar dessas chatices.

Na minha casa, eu tomo meu chá calmante sem ninguém me amolar. Eu coloco meus discos do Cauby no volume máximo e canto feliz da vida. Assisto aos filmes do John Wayne dezenas e dezenas de vezes sem ninguém me interromper. E posso ficar de pijama o dia inteiro. E não preciso pentear o cabelo. É bom demais!!

Como já estou com a idade avançada, cada vez saio menos às ruas. E, por isso, fico cada vez mais em casa. E é nesses momentos que eu sou realmente feliz. Chego até a esquecer que existe tanta gente mala no mundo. Chego até esquecer de tantos problemas do lado de fora. Nessas horas, nada mais importa. O que importa mesmo é que estou no meu lar, doce lar!!

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Tudo de novo

Pois é. Então agora o ano começou pra valer. As folgas e férias coletivas acabaram e todo mundo volta a suas vidas normais. Eu bem que sonhei que vocês todos iam ficar pra sempre na praia e não iam me amolar, mas eu sei que isso é querer demais.

Então vamos agora pra mais um ano. Ano novo, as mesmas merdas… O mesmo trânsito, a mesma barulheira, vendedores de telemarketing me ligando de novo, vizinhos me amolando, amigos me ligando, as contas chegando e eu tendo que pagar, os dias passando, as datas comemorativas se repetindo… Tudo de novo… Mas que cargas d’água!! A vida precisa ser assim tão repetitiva? O ano mal começou e eu já sei quase tudo que vai acontecer nele. Sei que vou escrever constantemente nesse blog e sei que você vai visitá-lo para ler. Sei que você vai me achar um rabugento, mas as vezes vai rir de alguma coisa dessa minha vida peculiar. Sei também que meus dilemas existenciais vão continuar. Continuarei sim sendo esse mesmo rabugento, sem o menor pingo de paciência pra nada. Continuarei recusando convites pra sair, pra me divertir. Continuarei sendo esse bicho do mato suburbano. E vou continuar comendo meus pistaches na biblioteca com meu papagaio no ombro. Inclusive já sei que livro vou ler pra começar o ano. Um livro com as previsões de Nostradamus. Só ele pode me dizer se o dia que tanto espero está longe de chegar. Responda-me, ó Nostradamus! Será que ainda falta muito pro mundo acabar?

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Tortura nunca mais!

Tudo começou devido ao vício. Sim. Já sou um tiozinho e, como todos os mortais, tenho meus vícios. Um deles: o pistache. Não vivo sem pistache, da mesma forma que meu papagaio não vive sem semente de abóbora. Passamos o domingo inteiro na minha biblioteca curtindo nossos prazeres. Ouço meus LPs de Noel Rosa e Noite Ilustrada e como meus pistaches, enquanto o Alberto (o papagaio) chacoalha a cabeça e come suas sementes. Mas voltando ao início do post, tudo começou devido ao vício.

Meu pistache acabou. Minha primeira alternativa é sempre comprar pela internet, pra não precisar sair de casa. Entrei no site do supermercado do Abílio Diniz mas não fui bem sucedido. Pelo horário da compra, só iriam entregar no dia seguinte, e eu não podia esperar. Eu pensei, pensei, avaliei, relutei, mas não teve jeito: eu fui ao supermercado!

O movimento era enorme. Pessoas com listas com nomes de crianças conferindo se já compraram presentes pra todas elas. Que absurdo! Muita gente, pra todos os lados. Comprando brinquedos, comprando panetones, comprando nozes e frutas cristalizadas. Um tumulto. E eu só queria o meu pistache. Mas não foi essa muvuca natalina que me incomodou. A tortura veio lá de cima. Dos altos falantes. O que eu tanto temia: o cd de músicas natalinas. Tocava aquela música: “Então é natal…”. E aí tocava outra. Aí tocava um cover do George Harrison (uma heresia fazer isso com o melhor integrantes dos Beatles), tocava um outro cover de What A Wonderful World, mais uns dois temas de natal…. e começava tudo de novo!! O cd voltava pro início e começavam as mesmas músicas. Devido ao tamanho da fila, passei pela tortura de ouvir umas 3 ou 4 vezes as mesmas músicas. Que sofrimento. Como são irritantes. Me deu vontade de procurar a sala de controle e sair quebrando tudo. Não imaginei que uma ida ao mercado seria uma tortura tão grande.

Já citei aqui no blog várias coisas que me irritam no natal. Mas cheguei à conclusão que a pior coisa do natal são mesmo as músicas natalinas. Você concorda comigo? Isso é muito ruim. Ruim de doer. De doer no coração. De doer no cérebro e na alma. Já decidi. Jamais sairei de casa de novo pra algum centro de compras em época de natal. Mesmo se o vício me mandar. Serei forte e resistirei. A não ser que vocês me ajudem. Alguém sabe se já inventaram um tampão de ouvido que realmente funciona?

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