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Vocês vão ter que me engolir!

eu no hospital

Calma, leitores.. Calma, seus malas.. Não foi desta vez.. Muita gente pode ter torcido por esse momento, mas a verdade é que eu NÃO morri.

Muita gente questionou meu sumiço temporário e o que eu tenho a dizer é que eu não devo satisfação pra ninguém! Mas como isso é um Diário e faz parte da minha terapia pra ser menos rabugento, preciso contar pra vocês: eu fiquei esse tempo sem atualizar pois estava internado em um hospital.

No começo, achei interessante a possibilidade de ficar numa cama de hospital. Pensei comigo: não deve ser ruim. A gente fica deitado o dia todo, tem uma televisãozinha, as pessoas trazem comida pra você… Mas é claro que eu estava enganado… Foram alguns dos piores dias da minha vida.

Eu não sofri nada de grave. Estava com uma dor muito forte na região abdominal. Os médicos me internaram achando que era apendicite. Depois acharam que era úlcera. Depois acharam que era não sei lá o que. No fim, eram só gazes…

Mas os problemas foram outros: pra começar, a comida era muito ruim! Caramba! Pior que a da classe econômica de vôo da Gol. Depois, tinham as enfermeiras: todas barangas. Que saco! Mas o pior de tudo, o verdadeiro pesadelo da minha internação: as visitas!

Me expliquem por favor: por que as pessoas precisam visitar quem está internado? Estava eu, lá no hospital, ficando quase bom, quando de repente entra um monte de gente no meu quarto!! Parentes!! Não pode ser!! Tinha criança com bixiga de gás hélio! Sobrinha com caixa de bombom. Aquele monte de gente!! Me belisquei pra ver se era um pesadelo ou alguma alucinação febril, mas não era nada disso. Era uma visita mesmo! E aí, por você estar doente, eles ficam falando com você como se você fosse uma criancinha. Mas por que? Por que cargas d`’água. Mas o pior ainda estava por vir: A visita da minha tia.

Ela mesma, que eu achei que já estivesse sete palmos abaixo do chão. Ela é muito velha. E gorda. E fez aquilo que eu mais temo, desde criança: me deu um beijo babado e um apertão forte pra cacete na bochecha. Eu não agüentei. Levantei e saí correndo!! Nem reparei, na hora, que estava com soro no braço. Arrebentou tudo, caiu um monte de coisa no chão e eu saí correndo sem olhar pra trás.

enfermeira

Meus parentes vieram atrás de mim, gritando, perguntando se eu estava louco. As enfermeiras e médicos tentaram me segurar também, mas não conseguiram. Alcancei a rua rapidamente, entrei num táxi e pedi pra me levar para o melhor lugar do mundo: a minha casa. E não voltei mais para aquele lugar.

Comida ruim! Televisão só com os canais abertos, nada de tv paga! E visita de parentes! Não!!! Eu não mereço isso!!! Não quero mais saber de hospital!! Eu estou bem!! Estou vivinho da silva!!! E não estou louco!! E quanto a vocês, só tenho algo a dizer: “Vocês vão ter que me engolir!!”

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Mil visitas ao site… E a falta do que fazer…

Pois é… E eis que o Diário de Um Rabugento chega às mil visitas… Em pouco mais de um mês de existência… E é nessas horas que eu penso: como as pessoas andam sem ter o que fazer.

Eu comecei a escrever nessa joça pra ocupar um pouco do meu tempo de jornalista aposentado. E é incrível como as pessoas se identificam com esses casos reais da minha vida de rabugento. Muita gente diz assim: “Poxa Walmor, eu gosto do que você diz porque, muitas vezes, já quis fazer a mesma coisa mas não tive coragem”. Ué? Não teve coragem? Por que? A partir de agora, não passe mais vontade. Tenha coragem! Fale em voz alta, brigue, discuta, dê escândalo e, principalmente, expresse suas idéias. O mundo moderno não dá vez para os bananas. Se você não falar o que você acha, ninguém vai saber. Se você falar baixinho, com medo, não vão te respeitar. Por isso, diga o que você pensa! E diga em alto e bom som!

Mas enfim. De volta ao começo. As 1000 visitas ao site. Eu sei que tem site que consegue muito mais que isso em apenas um dia. Mas ainda bem que isso não acontece no meu. Já pensou? Dezenas, centenas de internautas enchendo meu saco todos os dias? Não!! Os poucos que escrevem aqui já são o suficiente pra torrar minha paciência diariamente. Mas às vezes é pior. As pessoas vem falar comigo nas ruas! Então, escute, você, que está lendo isso. Não venha falar comigo na rua. E, principalmente, não me segure pelo braço. Já enfiei o guarda-chuva na cabeça de uns dois ou três que chegaram me cutucando ou me segurando pelo braço. Depois eles disseram que eram meus fãs. Mas pra mim tanto faz. Encostou em mim, leva guarda-chuvada. Por isso, pelo bem da sua saúde, mantenha comigo apenas o contato virtual. E, se possível, nem o virtual. Esqueça que eu existo. Como dizia o Tim Maia: o que eu quero é sossego.

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