Arquivo do mês: abril 2009

A volta do que não foi… E burro tem mais é que se f…

Pois é… É só eu passar alguns dias sem escrever nessa joça que já aparecem os malas de plantão me perguntando por atualização do site… Que saco!

Eu tinha sumido do mapa… Isso mesmo… Fui viajar sozinho, aluguei uma casa no meio do mato, sem pessoa alguma por perto, e desfrutei um pouco da felicidade extrema de não ter contato com ninguém. Não tinha internet, não tinha telefone, não tinha ninguém pra me encher o saco.

E nesse tempo, aproveitei pra refletir um pouco mais sobre o mundo em que vivemos… Eu já disse aqui no site que pra mim, o grande problema do mundo é o ser humano… Se as pessoas não existissem, o mundo seria muito melhor.  E agora fui além na minha filosofia e refleti então sobre o problema do ser humano.

O problema é que o ser humano é burro… Burro demais… Por vários motivos… E eu detesto burrice… Logo, não gosto de gente também… E, como diz um amigo meu, “Burro tem que se fuder”… Eu concordo com ele e sempre lembro dessa frase em diversas situações.

É mais ou menos assim:

“Você sabia que tinha que fazer desse jeito, mas achou melhor fazer de outro jeito. E aí não deu certo? Bem-feito. Burro tem que se fuder”.

“Você teve dois meses pra declarar Imposto de Renda mas, é claro, deixou pra última hora e se enrolou. Talvez tenha até que pagar multa. Bem-feito. Burro tem que se fuder”.

“Você sabe que se você for naquele lugar e naquela hora vai estar muito lotado, mas mesmo assim você vai, e quando chega lá se estressa e diz que não deveria ter ido. Bem-feito. Burro tem que se fuder”.

E por aí vai… Essa é uma frase muito sábia e uma filosofia de vida. É burro?? Tem mais é que se fuder. Entendeu o que eu disse?

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Mente vazia, oficina do capeta

Às vezes as pessoas me perguntam: “Mas Walmor… Se você quer se isolar tanto das pessoas, então porque você tem um blog?”… E eu respondo: Porque sim… Porque eu acho que, de alguma forma, eu posso ajudar as pessoas a lidar um pouco melhor com esse mundo asqueroso em que vivemos.  E foi assim que nasceu o Diário de Um Rabugento.

E não é que tem um bando de desocupados que entram nessa joça. Ô falta do que fazer! Pois é. E eis que o site passou das 2000 visitas. Com pouco mais de 4 meses de existência. Nessas horas eu penso: “ainda bem que aqui tudo é virtual, já pensou ter que lidar de verdade com esse bando de malas que passam por aqui”.

Pois bem. E nas estatísticas dos visitantes do site, eu sempre me divirto a valer com os termos buscados no Google que fazem as pessoas pararem aqui. A lista está cada vez melhor. E vou compartilhar então com vocês uma parte dela. Dá só uma olhada:

Termos pesquisados

Dia 13 de Abril:

hitler
o mundo
para onde a agua da chuva vai apos chover
twitter
fotos de barcos de garrafas pet
mundo
planeta girando
sábio chines
te amo e voce ama outra pessoa cifras
sensação de rosto dormente

Dia 14 de Abril

hitler
franjas emo
boca adormecida
frases do livro minuto de sabedoria
girava o mundo
gosta da minha foto
diario meu dia

Posso destacar, por exemplo, a pessoa que buscou na internet a resposta pra pergunta: “para onde a agua da chuva vai apos chover”. Não é intrigante? Sei lá. Eu acho que depende de onde ela cai. Estou certo? Ah.. Que papo de louco.  Acho que passou da hora de eu dormir. Meus neurônios já estão doidões… Acho que vou digitar isso no Google agora. “Neurônios doidões”. O que será que vai aparecer?

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Coelhinho da Páscoa, vai pra p#@$%

coelho-morto

E eis que chegamos em mais uma dessas datas comemorativas imbecis. Mais uma dessas datas em que, de repente, todo mundo se enche de amor e compaixão. Mais uma dessas datas em que todo mundo sai que nem louco para comprar e consumir.

Nessas horas tenho até vergonha de ser um humano. Preferiria ser, sei lá, uma lontra e ficar dentro de uma toca pra sempre. E o pior da Páscoa é que ela é mais ou menos uma data dupla. São dois feriados em um só.

Primeiro vem essa putaria de Sexta-Feira Santa. O dia sagrado em que não pode fazer isso, não pode fazer aquilo. Aí não pode comer carne mas pode comer peixe. Como assim? Peixe não é carne também? Eu vou passar essa sexta-feira santa fazendo um baita de um churrasco na minha casa. Quer dizer, não vai ser um churrasco tão grande assim, afinal, eu não vou convidar ninguém. Vou ligar a churrasqueirinha elétrica na cozinha e colocar uma picanha bem suculenta pra assar.

E aí depois vem o domingo de Páscoa. E tem aquele almoço de família que é um pé no saco. E fica todo mundo dando ovo de páscoa pra todo mundo. E se abraçando. E desejando feliz páscoa pra todo mundo. Quanta chatice!! Nessas horas me dá vontade de morrer.

Com tantos anos de vida, já tive que encarar muitas e muitas vezes essas datas comemorativas. Já fiquei calejado, mas mesmo assim, ainda fico me remoendo de raiva todas as vezes em que essas datas chegam. Nesta sexta não vou respeitar esse negócio de não comer carne. No domingo não vou fazer almoço especial e não vou desejar feliz páscoa pra ninguém. Não vou ganhar e nem vou dar ovos de páscoa. E quanto a aquele coelinho imbecil?? Só consigo me lembrar daquela canção infantil: “Coelinho, seu eu fosse como tu, tirava a mão do bolso e enfiava ela ….

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Lar, Doce Lar…

biblioteca-de-casa

Aaaaahhhhhh… Como eu gosto da minha casa!! Tenho dezenas de motivos pra justificar porque gosto tanto da minha casa… Mas como eu sei que o mundo é cheio de preguiçosos que não gostam de ler, não vou me estender muito no assunto.

O principal motivo pra eu gostar tanto da minha casa é que dentro dela eu simplesmente não tenho contato com outras pessoas. E isso já é um motivo mais que suficiente pra eu achar minha casa o melhor lugar do mundo. Eu fecho a porta e não preciso mais lidar com malas que nem você. Eu só preciso aturar mesmo a minha mulher, mas a coitada já teve que me aguentar por tanto tempo que eu acredito que ela não vai durar muito tempo na Terra. E tem o meu papagaio também, mas esse é o meu companheiro. Ele não me enche o saco e, quando fala alguma coisa, é imitando frases minhas, então está tudo certo. Quando estou na minha casa, chego até a esquecer esse mundo de merda em que vivemos. Como tem gente no mundo!! Mas na minha casa não. Eu me isolo de todo mundo.

Além de me isolar das pessoas, na minha casa tem tudo o que eu gosto. Os meus livros, as minhas revistas, meus recortes de jornal, meus discos, meu pistache e minha poltrona velha. Há muito tempo eu venho desenvolvendo um sistema pra que eu não precise sair de casa pra nada. Ainda não consegui executá-lo perfeitamente, principalmente por causa da burocracia do ser-humano. Esse negócio de ter que ir ao banco ou em repartições públicas pra algumas coisas é um saco. Mas ainda vou me livrar dessas chatices.

Na minha casa, eu tomo meu chá calmante sem ninguém me amolar. Eu coloco meus discos do Cauby no volume máximo e canto feliz da vida. Assisto aos filmes do John Wayne dezenas e dezenas de vezes sem ninguém me interromper. E posso ficar de pijama o dia inteiro. E não preciso pentear o cabelo. É bom demais!!

Como já estou com a idade avançada, cada vez saio menos às ruas. E, por isso, fico cada vez mais em casa. E é nesses momentos que eu sou realmente feliz. Chego até a esquecer que existe tanta gente mala no mundo. Chego até esquecer de tantos problemas do lado de fora. Nessas horas, nada mais importa. O que importa mesmo é que estou no meu lar, doce lar!!

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