Arquivo do mês: dezembro 2008

Faça o Walmor feliz…

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Nesta terça senti uma coisa estranha. Fiquei preocupado. Será que deveria ir a um médico? Foi realmente muito estranho. Não sei se foi isso mesmo, mas parece… que eu senti um pouco de bom humor. Mas é claro que não era nada disso. Rapidamente me recompus e percebi o que sentia. Era apenas uma sensação de bem estar. Só isso.

O negócio é o seguinte: sou um morador de São Paulo e, depois que passa toda essa loucura de Natal, a cidade fica completamente vazia!!! É incrível. A cidade realmente esvazia. Menos gente, menos trânsito, menos barulho, menos pessoas, ou seja, muito melhor!! Aí a primeira coisa que a gente pensa: “bem que poderia ser sempre assim”. Já pensou como seria bom? Mas eu sei que é por pouco tempo. Apenas alguns dias. Mas, de qualquer forma, concluo que passado o martírio natalino, chegamos na melhor semana do ano pra quem mora nessa cidade. Esses dias de cidade vazia entre o Natal e o Ano Novo são realmente muito bons.

Aí então pego o jornal pra ler. E vejo as fotos das pessoas nas praias. O que é isso? Milhares e milhares de pessoas se acotovelando por um espaço na areia. E o trânsito que essas pessoas pegaram na estrada. E o trânsito pra se locomover no litoral? E as filas pra tudo? No mercado, nas padarias, nos banheiros. Em todos os lugares. Fila, muvuca, confusão, barulho. Como é possível? A pessoa passa o ano inteiro no maior caos, cheio de gente, de trânsito, de barulho, de tudo, e quando chega a hora do relax, todo mundo se locomove para o mesmo lugar e passa pelas mesmas coisas de novo. E depois dizem que o louco sou eu!

Pois então eu tenho uma idéia. Por que todos vocês, que amam praia, sol e calor não me fazem um grande favor? Já que gostam tanto daí, por que não ficam por aí? É isso mesmo. Não voltem mais. Fiquem aí na praia e não me encham o saco. Façam esse favor. Deixem a cidade mais vazia e a minha vida muito melhor. E quanto aos poucos que ficarem aqui em São Paulo, eu dou um conselho: vão embora daqui vocês também. Será que é possível? Está feito então o apelo. E lançada oficialmente a campanha:

“Faça o Walmor feliz, vá embora já daqui”!

E tenho dito.

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“E Deus deu a vida… Pra cada um cuidar da sua…”

Eu nunca achei graça nesses adesivos enormes com frases que muita gente costuma colar no vidro de trás dos carros… Aqueles do tipo: “Nóis Capota Mais Num Bréka”… Que desperdício de dinheiro… E tem aqueles adesivos com o nome da criança que é transportada no banco de trás: “Cuidado, Caio a Bordo”. Alguém perguntou? Enfim, são muitos tipos, já vi vários, e achei todos ridículos… Até o dia em que vi um que finalmente gostei. Era o adesivo com a frase que dá título a esse post: “E Deus deu a vida pra cada um cuidar da sua”.

Realmente. Por que cargas d’água as pessoas insistem em querer cuidar da minha vida? Pô, eu não me preocupo com a vida de ninguém. Eu quero mais é que todo mundo se exploda… Mas não… As pessoas insistem em cuidar da minha vida.

Tem dia em que quero sair com o meu terno preferido. Um terno xadrez, muito elegante. É só eu pisar na calçada que os comentários começam: “Olha o Seu Walmor hein!! Tem compromisso importante hoje hein!”… É só eu caprichar um pouco mais no meu topete, com um pouco de gomex, que já escuto os comentários: “Olha o Seu Walmor!! Vai aonde todo produzido desse jeito?”

Todo produzido?? Eu só pus um pouco de gel no cabelo!! Que saco!! Não posso vestir nada um pouco diferente ou me pentear um pouco melhor que já ouço um monte de comentários. Por que as pessoas precisam cuidar tanto da vida dos outros?? Por que as pessoas precisam cuidar tanto da minha vida?? Pra acabar com essa amolação, criei um método que vou compartilhar agora com vocês:

O Método Walmor de respostas ríspidas para comentários imbecis”.

Aí vão alguns exemplos:

Quando aquele amigo mala vem com essa de:
“Nossa, olha a roupa dele!!”
Você responde:
“Pois é. Paguei uma grana. Não dá pra sair por aí sujão que nem você.”

Quando a pessoa diz:
“Nossa, como você engordou”
Você responde:
“Pois é, algum problema? Tá te incomodando?”.

Quando a pessoa diz:
“Nossa, você ta ficando careca?”
Você responde:
“To perdendo cabelo de tanto aturar gente mala que nem você”

Quando a pessoa diz:
“Você tá nervoso?? Que cara é essa?”
Você responde:
“É a única que eu tenho. Algum problema?”

E por aí vai. Se você precisar de alguma resposta pra dar pra esses malas que insistem em cuidar da nossa vida, pode me procurar. Terei o maior prazer em te ajudar a ser grosseiro e se livrar dessas pessoas. Se bem que se você tem esse tipo de problema, na boa, isso é problema seu. Conforme está escrito naquele sábio adesivo: “Deus deu a vida pra cada um cuidar da sua”. Amém!

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Eu odeio o Natal

Olá. Aqui quem escreve é a esposa do Walmor. Hoje é Natal e ele disse que não vai sair debaixo do edredom por nada. Só pra ir no banheiro. Aí ele pediu, com as palavras dele, pra eu “atualizar aquela joça de blog”. Eu perguntei o que era pra escrever e ele disse assim: “Coloca no título: Eu odeio o Natal”. Eu perguntei o que mais era pra pôr. E ele disse: “Mais nada. Não tenho nada a declarar”. Então é isso.

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O Pesadelo não acabou

Como isso pode acontecer? Não pode ser verdade. E eu que achava que não tinha mais nada pra reclamar sobre essa época do ano. Será que eu deveria virar um urso e hibernar por 6 meses?

Desde o final da semana passada já notei o retorno de um famoso evento dos finais de ano: as confraternizações de firma. Aquela galera enorme se reunindo em churrascarias, aquele clima de oba-oba, amigo secreto, todo mundo bebendo bastante. Um bando de badernistas. Mas enfim, normal, como sempre. Desde que essas churrascarias e essas pessoas estejam longe de mim, não vejo problema. Mas meu pesadelo aconteceu nesta noite de terça, antevéspera de Natal.

Bem perto da minha casa, acreditem, existe uma churrascaria. Bem tranqüila, não tem muito movimento, é sossegada. Mas eis que vou chegando em casa e, já de longe, noto uma grande concentração de gente. Percebo que ocorre ali uma dessas confraternizações. Mas esse pessoal… Esse pessoal estava bem animado. O barulho era alto. Realmente alto. E, na hora em que cheguei, estava rolando um karaokê. Não pode ser. Isso é tortura demais pra mim. Mas o pior ainda estava por vir. Já não bastavam os cantores desafinados e o pessoal animado cantando junto. No auge da alegria coletiva, ouço começar a tocar um grupo de pagode. O povo foi a loucura. Eeeee!!!! Quanta alegria. Aquele pagode se estendeu por algumas horas. E eu, tentando não ouvir aquela balbúrdia. Tentava não ouvir e pensava no que eu poderia fazer. Tacar uma bomba? Não, nem tenho como fazer isso. Chamar a polícia? Não tenho saco pra ligar no 190. E pensava com meus botões: “Mas hoje ainda é dia 23 de dezembro. O fim do ano não é só daqui a uma semana?”

Enfim. Pensei que talvez isso pudesse ser alguma penitência que eu tenho que pagar em vida. Algum castigo. Como de costume, tranquei-me em minha biblioteca, peguei meu saco de pistaches, e, neste dia, coloquei um disco do Nat King Cole no volume bem alto. Os graves que saiam do pagodão ainda chegavam na minha casa, mas consegui fugir um pouco daquela encheção. Durante as músicas, voltei a viajar na imaginação. Afinal, por que eu não posso mesmo ser igual um urso e hibernar por alguns meses? Seria uma boa idéia.

Acho que vou começar a praticar. O problema é escolher que época do ano eu ia querer evitar e passar dormindo. Natal? Ano Novo? Carnaval? Dia dos Pais? Dia das Mães? Dia das Crianças? Não é possível. Odeio todas. Qual será a solução? Será que eu devo morrer?

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Minha foto, gosto musical e o infeliz natal

Apenas alguns assuntos pra compartilhar com vocês:

1) Finalmente consegui colocar uma foto minha no site. É só clicar no meu perfil, na parte superior desta página, e conferir. Como já disse antes, foi a última vez em que deixei alguém me fotografar, faz uns 30 anos. Na verdade fui obrigado. Era pra fazer o crachá num jornal que trabalhei.

2) Não critique a música que eu ouço!!!! Aos fins de semana, costumo tirar meu Karmann-Ghia da garagem, para dar umas voltas. Neste sábado, fui pegar minha esposa no serviço e ela perguntou se eu poderia dar uma carona para uma amiga dela, pois estava chovendo muito. Elas entraram no carro e eu ouvia naquele momento uma fita cassete que gravei há muitos anos e com muito carinho. Uma fita com a seleção das minhas preferidas de Agnaldo Rayol. Coisa fina. A mulher entrou no carro e aparentemente não gostava do cantor. A conversa foi assim:

– Nossa! Agnaldo Rayol? Como você consegue gostar disso?
– Desce do carro.
– O que? – respondeu a mulher, meio sem entender.
– Eu disse pra você descer do carro.
– Como assim?
– Que parte da frase você não conseguiu entender? Vou repetir bem devagar pra ver se você entende: desce…. do….. carro.
– Você tá brincando, né? – disse a mulher.
– Não, eu tô falando sério. Você entra no meu carro, critica a música que eu gosto e me pergunta por que? Porque você é uma toupeira que agora vai andar na chuva só pra aprender a não falar o que não deve.

E foi assim mesmo. A mulher desceu do carro e saiu andando a pé na chuva. Não tive a menor dó. Isso é pra aprender. Tenho o meu gosto e não quero ser incomodado com a sua opinião sobre as coisas que gosto. Guarde sua opinião. É melhor pra você.

3) E só mais uma coisa: o pesadelo continua. O Natal está chegando!!

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Tortura nunca mais!

Tudo começou devido ao vício. Sim. Já sou um tiozinho e, como todos os mortais, tenho meus vícios. Um deles: o pistache. Não vivo sem pistache, da mesma forma que meu papagaio não vive sem semente de abóbora. Passamos o domingo inteiro na minha biblioteca curtindo nossos prazeres. Ouço meus LPs de Noel Rosa e Noite Ilustrada e como meus pistaches, enquanto o Alberto (o papagaio) chacoalha a cabeça e come suas sementes. Mas voltando ao início do post, tudo começou devido ao vício.

Meu pistache acabou. Minha primeira alternativa é sempre comprar pela internet, pra não precisar sair de casa. Entrei no site do supermercado do Abílio Diniz mas não fui bem sucedido. Pelo horário da compra, só iriam entregar no dia seguinte, e eu não podia esperar. Eu pensei, pensei, avaliei, relutei, mas não teve jeito: eu fui ao supermercado!

O movimento era enorme. Pessoas com listas com nomes de crianças conferindo se já compraram presentes pra todas elas. Que absurdo! Muita gente, pra todos os lados. Comprando brinquedos, comprando panetones, comprando nozes e frutas cristalizadas. Um tumulto. E eu só queria o meu pistache. Mas não foi essa muvuca natalina que me incomodou. A tortura veio lá de cima. Dos altos falantes. O que eu tanto temia: o cd de músicas natalinas. Tocava aquela música: “Então é natal…”. E aí tocava outra. Aí tocava um cover do George Harrison (uma heresia fazer isso com o melhor integrantes dos Beatles), tocava um outro cover de What A Wonderful World, mais uns dois temas de natal…. e começava tudo de novo!! O cd voltava pro início e começavam as mesmas músicas. Devido ao tamanho da fila, passei pela tortura de ouvir umas 3 ou 4 vezes as mesmas músicas. Que sofrimento. Como são irritantes. Me deu vontade de procurar a sala de controle e sair quebrando tudo. Não imaginei que uma ida ao mercado seria uma tortura tão grande.

Já citei aqui no blog várias coisas que me irritam no natal. Mas cheguei à conclusão que a pior coisa do natal são mesmo as músicas natalinas. Você concorda comigo? Isso é muito ruim. Ruim de doer. De doer no coração. De doer no cérebro e na alma. Já decidi. Jamais sairei de casa de novo pra algum centro de compras em época de natal. Mesmo se o vício me mandar. Serei forte e resistirei. A não ser que vocês me ajudem. Alguém sabe se já inventaram um tampão de ouvido que realmente funciona?

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