Alteradores de humor

Hoje vou falar da Fluoxetina. Tomei gosto por essa danada no começo dos anos 70. Depois de uma ressaca enorme de anos e mais anos à base do tabaco da moda dos anos 60 e de uns pedacinhos de papelão que me causavam umas visões psicodélicas, quando começou a outra década, resolvi mudar de remédio.

E conheci a tal da Fluoxetina. E descobri que ela me tirava da depressão. Que me deixava feliz, alegre, com cara de bobo, mesmo sem ter motivo algum pra realmente estar feliz.

Então eu resolvi matutar. Mas pra que eu preciso desse remédio? O que me deixa deprimido e puto da cara? É simples!! É claro!! As pessoas!!! São elas que deixam assim. O Ser Humano é o meu verdadeiro alterador de humor.

O que eu fiz então? Larguei as pessoas, é claro!!! Resolvi me isolar e cortar praticamente todas as relações com essa espécie chamada de Ser Humano. E foi o melhor que eu fiz pra mim mesmo!!

Ah, e quanto à Fluoxetina, eu continuo tomando, é claro! Dependendo do efeito que causa, eu adoro um alterador de humor.

Deixe um comentário

Arquivado em Texto

Eu fico puto da cara!!!

Alborghetti Para Sempre

Essa é uma frase que faz parte do meu dia a dia… O tempo todo… Em todos os momentos eu lembro do saudoso Alborghetti, que babava na televisão enquanto descia o porrete em sua bancada e gritava: “Eu fico Puto da Cara!!! Eu fico filho da puta da minha cara!!!”… Procure naquele tal de Youtube e você verá muitos vídeos do meu amigo e ídolo Alborghetti.

E se eu disse que eu falo essa frase o tempo todo, é porque eu tenho motivos pra isso. E vou listar alguns deles agora:

– Eu fico Puto da Cara com as pessoas!!! As pessoas me irritam. Muito!

– Eu fico Puto da Cara com os políticos (eles não são pessoas, certo?)!

– Eu fico Puto da Cara com as campanhas políticas, com as propagandas, com o Lula, com o Serra, com a Dilma, com o Netinho, com o TIRIRICA e com todos esses vagabundos que fazem da política uma profissão e se candidatam com o objetivo simples de trabalhar pouco e ganhar muito bem.

– Eu fico Puto da Cara com a Marta Suplicy, que gerou dois filhos que até hoje acreditam que podem ser músicos. Eu fico puto da cara com qualquer música que foi feita a partir de 1950 (tudo lixo pop).

– Eu fico Puto da Cara com as redes sociais. Odeio todas elas. Eu não tenho Twitter e atenção: eu NÃO vou entrar no Facebook. Entenderam, seus malas??!! A molecada do prédio fica me atormentando: “Seu Walmor, o senhor está no Facebook?”… Não, eu não estou e nem vou estar. O único lugar que eu vou estar é no Inferno. E espero que não demore muito.

– Eu fico Puto da Cara com os impostos que eu pago, com o trânsito que eu pego, com os vizinhos que fazem barulho, com as crianças que jogam bola na frente da minha casa, com os cachorros que latem e com as pessoas que puxam papo comigo. Aliás, um conselho: não é porque a gente está no mesmo elevador que a gente precisa conversar. Ok?

– Eu fico Puto da Cara com o futebol, com a Seleção Brasileira, com os jogadores pagodeiros que se acham os tais, com os torcedores imbecis e tudo o mais. A única coisa que me alegra no futebol é o meu grande time do Juventus da Moóca!

Ou seja, eu fico Puto da Cara com quase tudo. Com tudo e com todos. Aliás, eu vivo Puto da Cara. Eu sou Walmor Salgado, um sujeito rabugento e muito PUTO DA CARA!!!

3 Comentários

Arquivado em Texto

Eu voltei…

Eu voltei…
voltei para ficar…
pois aqui…
aqui é o meu lugar.

Aqui é o meu lugar de aturar os malas desocupados que torram minha paciência.
Aqui é o meu lugar de escrever as joças que me incomodam pra quem quiser ler.
Aqui é o meu lugar de mandar todo mundo pra casa do carvalho
Aqui é o meu lugar de destilar todo o ódio que corre em minhas veias.

Enfim… Escrevi essa porcaria porque minha mulher estava ouvindo essa música ridícula do Roberto Carlos… Aliás, como pode alguém gostar de um mala que nem esse cantor de meia tigela?? Que tem superstições dos níveis mais absurdos, como proibir tudo e qualquer coisa marrom em seu camarim e no palco. Será que, com isso, ele proíbe até mesmo a presença da Alcione nos shows dele?

Bom, estou de volta do Afeganistão, onde fiz o curso de sobrevivência e isolamento em cavernas. Aprendi técnicas incríveis de esconderijo. Vou colocá-las em prática na minha nova casa que estou construindo. Será um Bunker subterraneo, que possibilitará que eu sobreviva até mesmo em meio a uma guerra nuclear.

Aliás, quem sabe essa guerra aconteça mesmo e a população mundial diminua mais um pouco? Ou, até mesmo que ela acabe de uma vez… Estou torcendo… Mas se ela não acontecer, pode ser um terremoto, um tsunami… Tanto faz!

Deixe um comentário

Arquivado em Texto

Aguardem!!! O Retorno de Walmor!!!

Olá, seus malas sem alça. Estou no Afeganistão terminando um curso de como sobreviver em cavernas subterrâneas. Fui aprovado com louvor. Em breve, retornarei ao Brasil e escreverei nessa joça.

E, atendendo a pedidos, selecionarei alguns dos comentários dos muitos inúteis que visitam essa joça para responder com toda minha sinceridade e mau humor. Vocês não perdem por esperar.

Enquanto isso, procurem algo melhor pra fazer.

Preciso devolver o notebook pro Bin Laden. O sinal da internet 3G é incrivelmente bom aqui. Vou lá tentar ensina-lo a jogar truco. Mas ele é bonzinho demais. Não leva jeito pra essas coisas.

1 comentário

Arquivado em Texto

Enfiem a vuvuzela no rabo!

Tudo transcorria tranquilamente. Eram 11hs da manhã e eu ainda dormia meu sono pesado, já que sou um velho aposentado que não preciso acordar cedo e trabalhar para comprar meus remédios.

Eu disse dormia, pois era isso que eu fazia e não pude mais fazer. Do outro lado da minha janela, escutava um monte de gente cantando em coro: “WALMOR, CADÊ VOCÊ, EU VIM AQUI SÓ PRA TE VER”.

Isso não podia ser verdade. Antes mesmo de abrir a janela, já peguei um balde d’àgua para jogar nesses malas. Peguei o balde, abri a janela e, antes de virá-lo na cabeça das pessoas, soltei o verbo: “Seus malas sem alça!!! Peguem essas cornetas e enfiem no rabo!!!”. Qual não foi minha surpresa quando um moleque disse: “Seu Walmor, isso não é corneta. Isso é uma vuvuzela”.

VUVUZELA? Era só o que me faltava. Desde que me conheço por gente, isso sempre foi uma corneta. Desde que assisti a final da Copa de 1950 no Maracanã, isso era uma corneta. Agora eles vem me falar que isso se chama Vuvuzela?

Mas enfim, voltando ao tormento da minha manhã, perguntei aos maledetos: “O que vocês querem aqui? Por que vocês estão cantando essa música sem graça pra mim?”. Eles falaram que queriam saber porque eu nunca mais atualizei essa joça de site. “A gente tá com saudade, seu Walmor… Atualiza o site!!”. E já emendaram com o coro imbecil de novo: “WALMOR, CADÊ VOCÊ, EU VIM AQUI SÓ PRA TE VER”.

Mandei aqueles moleques sem graça irem ver se eu estava na esquina. Já disse que não quero ninguém me cobrando porque eu atualizo ou deixo de atualizar essa porcaria. Mas, pra que fique claro, vou compartilhar meu drama com vocês. Eu entrei em mais um período de hibernação. Assim que o ano começou, lembrei que estamos em ano de Copa do Mundo. E isso é uma das piores torturas para mim. O barulho, a bagunça e a torcida nem são os piores problemas para mim. O problema, mesmo, é o excesso de alegria! É muita festa pra um país só. É muita alegria contagiando o povo. Eu não aguento. Alegria é um sentimento que eu não possuo. Não sei nem como é.

Por isso, estou hibernando na minha casa. Não vou ligar a televisão e nem o rádio. E, quando entrar na internet, vou tomar o maior cuidado para não ver nada relacionado a essa palhaçada chamada Copa do Mundo. Um evento que prega a confraternização e é sinônimo de alegria. Estou, definitivamente, fora!

E sem contar que isso que eles jogam hoje em dia não é futebol. Bom, mas isso é assunto para minha próxima postagem. Porque agora vou para debaixo do meu edredon.

Ah, e antes que eu esqueça. É claro que eu virei o balde d’água em cima daquela molecada juvenil. Pena que eu não consegui estragar nenhuma daquelas vuvuzelas. Quer dizer, Vuvuzela é o #$@%@&!! Aquilo é corneta! CORNETA! E como eu disse antes, eu espero que vocês, brasileiros que entram nesse estado de extase imbecil durante a Copa do Mundo, enfiem suas cornetas, vuvuzelas, apitos, pandeiros e bandeiras naquele lugar mesmo. Quem sabe, assoprando por lá, sai um som um pouquinho melhor.

4 Comentários

Arquivado em Texto

Nem tudo está perdido…

Quando penso que a humanidade está por um fio, que essa raça animal simplesmente falhou e está fadada à extinção, eis que me surpreendo e vejo que nem tudo está perdido.

Cheguei até a ficar um pouco feliz (se é que isso é possível) ao ver que existem pessoas de atitude, como essa mãe que mostrou exatamente como deve se tratar um filho, ainda mais quando esse filho tem um dos piores gostos musicais possíveis e um visual que é totalmente inaceitável. Parabéns a essa mãe. Olhem só a manchete e leiam a incrível notícia!

Garoto emo tem cabelo cortado à força pela mãe

14/04 – 18:21 – Agência Estado

“Um garoto de 14 anos foi amarrado e teve o cabelo cortado à força pela mãe, nesta terça-feira, em Sorocaba, no interior do Estado de São Paulo. Tudo porque ele se identifica com o movimento “emo”, no qual os meninos deixam os cabelos lisos e penteados caírem sobre os olhos. O rapaz foi além e, sem a autorização da mãe, colocou um aplique colorido para aumentar a cabeleira.Ao chegar à casa, no Jardim Iguatemi, zona norte da cidade, a mãe, identificada apenas como Lucimar, de 37 anos, e a avó, Lúcia, de 57, correram atrás do garoto com uma tesoura e ainda o ameaçaram com um pedaço de pau. O garoto saiu de casa e correu cerca de um quilômetro, até atingir a Praça das Águas, no Jardim Abaeté, mas as mulheres o perseguiram de carro. Ele foi amarrado com uma corda e, além do aplique, teve cortado o próprio cabelo.

Em seguida, mãe e avó levaram o menino a um distrito policial, pois queriam denunciá-lo por desobediência. O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar. O garoto foi levado para a casa da avó paterna. Os conselheiros tentarão intermediar a relação da mãe com o filho. Lucimar diz que voltará a amarrá-lo, se precisar. “Estamos fazendo isso por desespero, pois ele está tomando um caminho errado e, se der mal na vida, não será por minha omissão”, alegou.

O movimento emo ou emocore, abreviações do inglês emotional hardcore, é um gênero musical adotado originalmente pelas bandas do cenário punk de Washington (EUA). No Brasil, o gênero se estabeleceu em meados de 2003 e influenciou a moda de adolescentes caracterizada pelo comportamento geralmente emotivo e tolerante, e também pelo visual, que consiste em trajes pretos ou listrados, cabelos coloridos e franjas caídas sobre os olhos.”

1 comentário

Arquivado em Texto

Mundo Cão!

Acharam que eu morri, né? Seu bando de malas desocupados! Por que não param de me amolar? O que acontece é que esse site tem tido um número de visitas muito grande. É muita gente. E isso me deu uma paranoia tremenda. Acho que tenho humanofobia. Passei um bocado de dias sem conseguir entrar aqui. Eu fujo de qualquer coisa ou lugar que reúna pessoas.

É triste, viu. Não sei o que eu fiz de errado para ter nascido gente. Eu juro que tenho muito ódio disso. Fui agraciado com a pior forma de nascimento que poderia existir .

Andei refletindo muito a respeito disso. E cheguei à conclusão de que eu poderia ter nascido como qualquer outro tipo de animal. Seria muito melhor.

Pensem comigo. Eu poderia ter nascido um macaco. Se vocês me amolassem, eu dava uma banana pra vocês. No sentido real e no sentido figurado. Tanto faz. E viveria pendurado em árvores muito altas. Sempre longe das pessoas. E só faria macaquisses. Eu ia, literalmente, catar coquinho. E ia ser feliz assim! Acho que gostaria de ser um Chimpanzé! Ou um babuíno! Andando com a bunda de fora sem me importar com o que os outros acham. Consigo até imaginar…


Ou senão eu poderia ser um cachorro. Quer dizer, cachorro não. Cães se relacionam com pessoas. Normalmente tem donos. Que interagem com esses cães. E passam a mão em suas cabeças o tempo todo. Ah não. Isso não. Tô fora.

Na pior das hipóteses, poderia ser um urso. Hibernar 6 meses por ano! Isso é perfeito. A vida ideal. Ursos são selvagens. Vivem isolados. E devoram qualquer ser vivo que ouse se aproximar deles. Poderia ser até um urso polar. Pra ficar mais isolado ainda. Tanto faz. Acho que ser um urso combinaria comigo.

Só tenho certeza de uma coisa. Eu jamais seria uma hiena. Acho que é até meio óbvio o motivo. Não preciso explicar.

Já sei. Acho que eu poderia ser uma tartaruga. Que já anda com a casa nas costas! Não é perfeito? Se eu precisasse fazer alguma coisa, levava a casa comigo. No primeiro sinal da presença de alguém, já entraria em casa. Já repararam que a única coisa que a tartaruga consegue fazer rapidamente é entrar em seu casco? É genial! Acho que, definitivamente, eu quero ser uma tartaruga. E continuar sendo essa casca-grossa que eu sempre fui. E seguir minha vida pacata. Devagar e sempre. Mas esperando pelo juízo final. Que uma hora vai chegar!

Deixe um comentário

Arquivado em Texto